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Por Hugh Bronstein e Nicolás Misculin
BUENOS AIRES, 29 Jan (Reuters) – Os funcionários do Poder
Executivo da Argentina não terão aumento de salário neste ano, e
um de cada quatro "cargos políticos" indicados por ministros
será eliminado, anunciou o presidente Mauricio Macri nesta
segunda-feira, aprofundando seu esforço de austeridade.
O corte de indicações políticas, inclusive de assessores
nomeados por ministros de governo, é visto como um ataque ao
apadrinhamento instaurado no país há décadas.
As demissões, que devem economizar 77 milhões de dólares por
ano, são um símbolo do empenho de Macri para reconquistar a
confiança do mercado.
"A austeridade tem que ser parte da política", disse Macri
em um discurso televisionado.
Ele passou os dois primeiros anos de sua gestão
desmantelando os controles comerciais e monetários criados por
sua antecessora, Cristina Kirchner, que ampliou o papel do
governo na economia.
Macri foi eleito em 2015 prometendo liberar os mercados e
melhorar o clima para os negócios na Argentina.
O presidente, que deve buscar a reeleição no ano que vem,
criticou "a corrupção e o clientelismo" de governos anteriores.
Entre as medidas anunciadas nesta segunda-feira está um
impedimento para familiares de ministros em postos no governo.
Macri obteve uma série de vitórias legislativas pró-negócios
no final do ano passado após sua coalizão sair vencedora nas
eleições de meio de mandato. Mas a aprovação de seu projeto de
lei de reforma previdenciária no mês passado desencadeou
protestos violentos e uma redução no índice de popularidade do
presidente.
"O governo quer fomentar a ideia de as autoridades com
indicação política dividirem o fardo do ajuste fiscal. Também
quer passar a mensagem de que esta gestão realmente é diferente
de suas antecessoras", disse Ignacio Labaqui, analista da
consultoria Medley Global Advisors.
Pressionado pelas poderosas centrais sindicais, o governo
cancelou uma sessão especial do Congresso planejada para
fevereiro na qual debateria a proposta de reforma trabalhista de
Macri.
O projeto de lei inclui uma anistia a empresas que registrem
funcionários que vinham sendo pagos irregularmente, e pretende
reduzir os litígios de empregados e amenizar os impostos de
seguridade social pagos pelos empregadores. Há tempos o setor
privado vem pedindo mais flexibilidade nas regras trabalhistas.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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