Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Robin Pomeroy

CANNES, França (Reuters) – O cineasta Jean-Luc Godard mostrou que ainda tem vocação para o não convencional neste sábado, tornando uma entrevista coletiva de Cannes em o que um crítico classificou como um "estranho evento cinematográfico". 

MetaTrader 300×250

Na manhã seguinte à estreia de seu filme abstrato "The Image Book", o artista de 87 anos apareceu em uma tela de celular respondendo a perguntas sobre tudo desde geopolítica até o futuro do cinema, passando por assuntos como o filme "Transformers", do diretor Michael Bay. 

Repórteres empolgados fizeram fila para a videoconferência com o cineasta franco-suíço –um deles o cumprimentou como uma "lenda viva"– buscando pistas para o significado do filme, descrito pela revista Variety como um "caleidoscópio semiótico de canais de cores saturadas". 

Com óculos de aros pretos e uma mecha de cabelo branco, Godard disse: "O cinema não deveria mostrar o que está acontecendo, o que você vê todos os dias no Facebook, mas o que não está acontecendo, o que você nunca verá no Facebook". 

Perguntado sobre sua posição há muito defendida de que os filmes não deveriam obrigatoriamente seguir um arco narrativo convencional, Godard respondeu: 

"Se eu disse essa frase lá atrás, há um bom tempo, era de uma maneira para contrapor os Spielbergs e aqueles que dizem que uma história tem que ter um começo, um meio, e um fim, então como uma piada, eu disse: 'Não necessariamente nessa ordem'." 

"The Image Book" quebra bem mais convenções cinematográficas do que apenas isso. Sem atores e sem filmagens, a obra conta apenas com clipes de outros filmes, fotos, imagens de coberturas jornalísticas, e até vídeos do Estado Islâmico postados na Internet, com uma trilha sonora que por vezes destoa das imagens. 
OLBRTOPNEWS Reuters Brazil Online Report Top News 20180512T152613+0000


Assuntos desta notícia

Join the Conversation