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3 Mai (Reuters) – A presidente do PT, senadora Gleisi
Hoffmann (PR), reafirmou nesta quinta-feira a candidatura do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto
após visitá-lo na Polícia Federal, em Curitiba, ao lado do
ex-governador da Bahia Jaques Wagner, que nesta semana chegou a
sugerir que o PT indicasse o vice na chapa de Ciro Gomes (PDT).
"De novo quero reafirmar aqui para vocês o que o Jaques já
reafirmou. Dia 15 de agosto nós estamos registrando o Lula como
candidato a presidente do Brasil", disse Gleisi a simpatizantes
de Lula que estão acampados nos arredores da PF na capital
paranaense.
Lula está preso há quase um mês para cumprir pena de 12 anos
e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no
caso sobre o tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo. Como a
condenação já ocorreu em segunda instância, pelo Tribunal
Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o petista, que lidera as
pesquisas de intenção de voto para a Presidência, deve ficar
inelegível pela Lei da Ficha Limpa.
Gleisi disse, no entanto, que o presidente ainda detém seus
direitos políticos e que o partido pretende discutir a lei após
registrar sua candidatura. Ela reiterou ainda que Lula é
inocente.
"O Lula não está com seus direitos políticos suspensos, isso
é importante dizer", garantiu.
"Ele está constitucionalmente com seus direitos políticos em
pleno gozo, ele pode ser inscrito. E aí depois nós vamos
discutir essa tal de Ficha Limpa, porque o Lula é ficha limpa,
não é ficha suja não, ele é inocente, e está injustamente nesta
cadeia, nesta prisão", afirmou ao lado de Wagner.
Lula nega ser dono do tríplex, assim como quaisquer
irregularidades. Ele afirma ser alvo de uma perseguição política
promovida por setores da imprensa, do Ministério Público, do
Judiciário e da Polícia Federal para impedi-lo de ser candidato.
Mais cedo, Wagner usou uma postagem no Twitter para defender
a união da esquerda e afirmar que no momento atual o que o
Brasil menos precisa é de divisão no campo progressista.
“Defende que caminhemos unidos porque assim teremos muito
mais condições de derrotar as forças do atraso e de ensinar à
direita e à extrema-direita que um país melhor só pode ser
alcançado com ideias, propostas e argumentos, não com ódio e
violência”, disse o ex-governador no Twitter.
“O que o país menos precisa neste momento tão conturbado, de
escalada da intolerância, é de mais divisões, principalmente no
campo progressista e popular”, defendeu.
O ex-governador da Bahia chegou a defender publicamente um
apoio a Ciro, mesmo que seja favorável à estratégia do partido
de por ora não admitir outra candidatura que não a de Lula.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo
Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
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