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BRASÍLIA, 11 Mai (Reuters) – O ministro Gilmar Mendes, do
Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira
conceder uma liminar em habeas corpus para revogar a prisão
preventiva decretada contra o ex-diretor estatal de
desenvolvimento rodoviário de São Paulo Paulo Vieira de Souza,
conhecimento como Paulo Preto, apontado como operador do PSDB.
Com a decisão, Paulo Preto será colocado em liberdade — ele
estava preso desde o início de abril, a pedido da força-tarefa
da operação Lava Jato em São Paulo. Ele e outros envolvidos
tornaram-se réus sob acusação de terem desviado entre 2009 e
2011 o equivalente a 7,7 milhões de reais, em valores da época,
na forma de dinheiro em espécie e de imóveis.
Em sua decisão, Gilmar Mendes afirmou que há "patente
constrangimento ilegal" na prisão do ex-diretor. Para ele, não
há justificativa processual para manter a prisão preventiva
dele. Um dos argumentos para que ele permanecesse detido era,
citou Gilmar, as ameaças que teria feito a uma pessoa que o
acusou.
"Além da comprovação do ocorrido não ser sólida, não há
indício da autoria das ameaças por parte do paciente. A prisão
preventiva é fundada no suposto interesse do paciente em impedir
os depoimentos da corré", afirmou, na decisão obtida pela
Reuters.
Em análise de outro habeas corpus, o ministro do STF aceitou
pedido da defesa de Paulo Preto e determinou a suspensão de uma
audiência dele na Justiça Federal paulista, marcada para a
próxima segunda-feira.

(Reportagem de Ricardo Brito
Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected];))

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