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SÃO PAULO, 19 Out (Reuters) – O Tribunal Regional Federal da
3ª Região aplicou multa de 3,8 milhões de reais ao atacante
Neymar, seus pais e empresas da família pelo que considerou ser
conduta de "má-fé" pela apresentação de recursos com objetivo
protelatório, em uma ação sobre suspeita de fraude fiscal na
qual o jogador e familiares tiveram cerca de 190 milhões de
reais em bens bloqueados.
Segundo o desembargador Carlos Muta, do TRF, a conduta de
Neymar e seus representantes caracteriza "litigância de má-fé" e
"ato atentatório à dignidade da Justiça" devido aos embargos de
declaração apresentados, que foram rejeitados, informou o
tribunal. O valor da multa foi determinado em 2 por cento do
valor da causa.
Procurada, a assessoria de Neymar não tinha um
posicionamento imediato e disse estar consultando advogados
sobre a decisão do TRF.
O processo diz respeito a uma suposta sonegação de impostos
por parte de Neymar e de suas empresas entre 2011 e 2013, em que
o jogador teve 189 milhões de reais bloqueados pela Justiça.
Inicialmente a ação cobrava 63,5 milhões de reais em imposto
de renda devido e outros 125,3 milhões em multas e juros,
totalizando um pagamento exigido de 188,8 milhões de reais, mas
o valor foi reajustado para 192,7 milhões de reais atualmente.
O jogador é acusado de omitir rendimentos de fontes situadas
no exterior, como valores pagos pelo Barcelona ao Santos para
sua contratação, finalizada em 2013.
A defesa do jogador alega que a empresa Neymar Sport e
Marketing (NR Sports) é detentora exclusiva dos direitos de
imagem do atleta desde 2006, e que o atacante não é sócio de
nenhuma das empresas e, portanto, não pode declarar sobre o que
não se apropria.

(Por Andrew Downie, com reportagem adicional de Pedro Fonseca;
Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; +55 21 5644-7505;
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