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Por Dan Levine
SAN FRANCISCO, 13 Mar (Reuters) – Funcionárias da
Microsoft em empregos técnicos nos Estados Unidos
registraram 238 reclamações internas sobre discriminação de
gênero ou assédio sexual entre 2010 e 2016, de acordo com
documentos de tribunais tornados públicos segunda-feira.
O dado foi citado por reclamantes processando a Microsoft
por negar sistematicamente aumento de salário ou promoções a
mulheres. A empresa nega ter adotado tal política.
O processo, registrado na corte federal de Seattle em 2015,
está atraindo mais atenção após uma série de homens deixarem
seus empregos ou serem demitidos de seus trabalhos na indústria
de entretenimento, mídia e política por má conduta sexual.
Os advogados dos requerentes estão pressionando para
transformar o processo em uma ação coletiva conhecida como
"class action", que poderia cobrir mais de 8 mil mulheres. Mais
detalhes sobre as práticas de recursos humanos da Microsoft
foram reveladas segunda-feira em registros legais apresentados
como parte do processo.
As duas partes estão trocando documentos antes do
julgamento, que ainda não foi marcado.
De 118 queixas de discriminação por gênero registradas por
mulheres na Microsoft, apenas uma foi considerada "fundada" pela
empresa, segundo detalhes nos registros da corte.
Advogados das mulheres disseram que o número de queixas é
"chocante" nos registros da corte e a resposta da equipe de
investigação da Microsoft foi fraca.
Empresas normalmente mantêm privadas informações sobre
queixas de discriminação interna, portanto, não é possível
estabelecer uma base de comparação clara com o número de queixas
em empresas concorrentes.
A Microsoft disse em documentos na corte que as reclamantes
não identificaram práticas que afetem um número suficiente de
funcionárias para garantir uma ação coletiva.
Além disso, a empresa afirmou que gasta mais de 55 milhões
de dólares por ano para promover diversidade e inclusão. A
companhia tinha cerca de 74 mil funcionários nos EUA ao final do
ano passado.
Segundo a Microsoft, as reclamantes não podem citar um
exemplo de problema com pagamento ou promoção no qual o time de
investigações da empresa deveria ter encontrado uma violação da
política da empresa, mas isso não ocorreu.
Um porta-voz da Microsoft não foi imediatamente encontrado
para comentar.
O juiz distrital James Robart ainda não decidiu sobre o
pedido das reclamantes pelo status de ação coletiva.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7727))
REUTERS FB GM


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