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PARIS, 13 Nov (Reuters) – A França, ainda em estado de
alerta contra ataques de militantes islâmicos, prestou homenagem
nesta segunda-feira às 130 pessoas que morreram quando
atiradores e homens-bomba atacaram Paris dois anos atrás.
Flores foram depositadas e os nomes das vítimas foram lidos
em voz alta durante as cerimônias de homenagem silenciosas
realizadas na presença do presidente francês, Emmanuel Macron,
nos seis locais que foram alvos de ataques reivindicados pelo
Estado Islâmico em 13 de novembro de 2015.
Macron, cujo governo implantou leis que dão a policiais e a
agentes de inteligência mais poderes para instalar escutas,
fazer buscas e realizar prisões na tentativa de evitar novos
atentados, estava acompanhado de outros políticos, inclusive
François Hollande, presidente na época dos ataques em Paris.
Mais de 240 pessoas morreram nos últimos três anos em
ataques encomendados ou inspirados pelo Estado Islâmico, que
exortou seus seguidores a atacarem a França e outros países
envolvidos em esforços militares para expulsar o grupo de partes
da Síria e do Iraque.
Dezenas mais foram mortas em atentados semelhantes na
Europa, principalmente na Bélgica, no Reino Unido e, mais
recentemente, na Espanha.
"O nível de ameaça continua alto", disse o primeiro-ministro
francês, Édouard Philippe, à rádio pública France Inter.
O governo diz que 30 ataques planejados foram frustrados nos
últimos dois anos. A polícia e os serviços de inteligência estão
trabalhando intensamente para lidar com o desafio da
radicalização religiosa e com novos ataques.
Centenas de cidadãos franceses deixaram a França, país
tradicionalmente católico no qual cerca de uma de cada seis
pessoas é muçulmana, para lutar como jihadistas para o Estado
Islâmico, que declarou um califado em territórios da Síria e do
Iraque.
(Por Brian Love)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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