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BERLIM, 14 Mai (Reuters) – O Fundo Monetário Internacional
(FMI) ampliou a pressão nesta segunda-feira sobre o governo da
chanceler Angela Merkel para reduzir o persistente superávit em
conta corrente da Alemanha aumentando os investimentos públicos.
O FMI e a Comissão Europeia há muito instam a Alemanha a
impulsionar a demanda doméstica elevando os salários e o
investimento para ajudar a reduzir seu grande superávit
comercial. Mas o debate se acirrou desde a eleição do presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem repetidamente
criticando a força exportadora da Alemanha.
O FMI disse que o aumento do crescimento da produtividade e
do investimento elevaria o potencial de crescimento a longo
prazo da economia alemã e reduziria seu "persistente grande
superávit em conta corrente".
"O acordo de coalizão do novo governo contém várias medidas
bem recebidas que continuarão a abordar alguns desses desafios",
disse a agência em suas recomendações anuais de políticas.
"No entanto, o atual ambiente econômico favorável oferece
uma oportunidade para o novo governo adotar ações políticas mais
enérgicas", acrescentou.
Os comentários seguiram um discurso do presidente francês
Emmanuel Macron na cidade alemã de Aachen, na semana passada, em
que ele pediu à Alemanha que se afaste do "fetiche" do
conservadorismo fiscal se quiser se tornar uma força líder para
a renovação europeia.
O FMI disse que o governo alemão deveria usar o "amplo
espaço disponível dentro das regras fiscais" para aumentar ainda
mais o investimento público em infraestrutura e educação.
A Alemanha também deveria considerar reformas
previdenciárias para prolongar a vida profissional, o que
aumentaria a participação da força de trabalho dos trabalhadores
mais velhos, mitigaria a necessidade dos trabalhadores de
economizar tanto para a aposentadoria e reduziria riscos de
pobreza na velhice, disse o Fundo.
Voltando-se para o setor financeiro, o FMI sugeriu que os
reguladores alemães devem completar o kit de ferramentas para
gerenciar riscos de estabilidade financeira e abordar
urgentemente as lacunas de dados.
"A economia alemã está tendo um bom desempenho", disse o
FMI, acrescentando que o crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB) acelerou em 2017 e que a perspectiva de curto prazo é de
crescimento robusto.
"Mas há riscos no horizonte: aumento no protecionismo,
incerteza geopolítica ou uma agenda de reformas estagnada na
zona do euro podem afetar negativamente as perspectivas de
exportação, pesar sobre o investimento e reacender o estresse
financeiro", acrescentou.

(Por Michael Nienaber)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO

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