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Os consumidores brasileiros preveem que a inflação para os 12 meses seguintes poderá acomodar, depois de cair por três meses consecutivos, ao avançar 0,2 p.p entre maio e junho, de 10,3% para 10,5%. Os dados são da FGC/Ibre e divulgados nesta sexta-feira.

“Essa leve alta (dentro da margem de erro estatístico) de 0,2 p.p. nas expectativas de inflação dos consumidores para os próximos 12 meses pode ser efeito da taxa de 0,78% do IPCA de maio (taxa em 12 meses de 9,32%) e do aumento anormal nos preços dos alimentos in natura. Outro ponto que merece destaque é o aumento de 0,7 p.p. nas previsões de inflação dos consumidores no Rio de Janeiro, que pode estar refletindo uma expectativa de aumento de preços em virtude dos jogos Olímpicos que acontecerão na cidade. Independente das causas, tal resultado reflete a dificuldade do Banco Central em adequar as expectativas dos agentes, mesmo em um período de profunda crise econômica”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/IBRE.

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Em fevereiro, a maior elevação ocorreu na faixa de renda mais baixa com alta de 0,6 p.p., alcançando 11,3%, o nível mais alto entre as quatro faixas pesquisadas.

Considerando-se a distribuição de respostas, menos da metade dos consumidores pesquisados esperam inflação superior a 10% nos próximos 12 meses pela segunda vez consecutiva. Antes de maio, isso não ocorria desde novembro de 2015. O intervalo entre 10,0% e 12,0% continua sendo o mais citado pelos consumidores, mas houve redução da frequência de citações nesta faixa, de 26,6% do total em maio para 24,4% em junho.


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