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SÃO PAULO, 10 Nov (Reuters) – O ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, defendeu nesta
sexta-feira que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,
assuma o comando da legenda, um dia depois de o presidente
licenciado do partido, senador Aécio Neves (MG), destituir o
também senador Tasso Jereissati (CE) da presidência interina da
legenda.
A decisão de Aécio agravou ainda mais a cizânia entre os
tucanos, com aliados de Tasso, que lançou-se candidato ao
comando da sigla nesta semana, criticando o senador mineiro,
abatido por acusações de irregularidades no âmbito da delação
premiada de executivos da J&F, holding que controla a JBS
.
O ex-governador Alberto Goldman foi indicado por Aécio para
comandar o PSDB interinamente até a convenção nacional do
partido, marcada para 9 de dezembro, quando Tasso deverá
disputar o comando partidário com o governador de Goiás, Marconi
Perillo.
"Acredito que o restabelecimento da coesão, com tolerância à
variabilidade das opiniões internas, mas também com firmeza de
propósitos, requer que o presidente designado do PSDB, Alberto
Goldman, crie condições para que líderes experientes e
respeitados, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,
assumam posição central no partido", escreveu Fernando Henrique,
em uma rede social.
"Se porventura tal convergência não se concretizar, o que
porá em risco as chances do PSDB, já disse que apoiarei a
candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do
partido. Com isso, não faço ressalvas ao direito do governador
de Goiás, Marconi Perillo, a quem respeito por sua fidelidade ao
PSDB e pelo bom governo que faz", disse FHC. "A vitória de um ou
de outro não corresponde à vitória do bem contra o mal:
precisamos permanecer juntos."
Na mensagem, Fernando Henrique diz ainda fazer um "apelo ao
bom senso e às responsabilidades nacionais dos líderes do
partido para que busquem restabelecer a unidade", diante do que
chamou de "acirramento" causado pela destituição de Tasso da
presidência interina do PSDB.
Para o ex-presidente, a coesão interna entre os tucanos é
"requisito para enfrentarmos a próxima campanha eleitoral
propondo as transformações pelas quais o país clama".
Fernando Henrique também defendeu o apoio do PSDB às
reformas que tramitam no Congresso Nacional, afirmando que elas
fazem "parte do que acreditamos e do que pregamos". Defendeu,
ainda, mudanças estatutárias para criar "canais mais amplos para
participação dos filiados na escolha dos candidatos".
Alckmin tem sido apontado como nome mais provável do PSDB
para disputar a Presidência da República na eleição do ano que
vem e já disse publicamente ter a intenção de novamente
concorrer ao Planalto, depois de perder para o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva em 2006.
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, também já manifestou
vontade de disputar a candidatura tucana e o prefeito de São
Paulo, João Doria, embora não tenha admitido publicamente a
vontade de concorrer, tem se movimentado nacionalmente com uma
série de viagens pelo país e pelo exterior.
A disputa entre os tucanos têm como principal fator
divergências internas em torno do apoio da sigla ao governo do
presidente Michel Temer, em que o PSDB tem quatro ministros
–Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Bruno Araújo
(Cidades), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Luislinda
Valois (Direitos Humanos).
O PSDB votou dividido nas duas denúncias criminais contra
Temer na Câmara dos Deputados. A ala mais ligada a Aécio defende
a permanência do partido no governo, enquanto o grupo mais
próximo a Tasso, que conta com parlamentares mais jovens da
legenda, defendem o desembarque.

(Por Eduardo Simões; Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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