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FED mantém estável a política monetária e na B3 o mercado foi fraco, fechando em queda de 1,82%

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Os mercados passaram quase todo o dia esperando a decisão do FED sobre política monetária, mas ainda assim não mudou muito a tendência. Logo em seguida ao anúncio, os mercados até esboçaram alguma reação positiva para, em seguida, voltar ao marasmo do dia. No Brasil, fizemos movimento semelhante de recuperação, mas ainda assim com boa queda durante o dia, puxada pelas ações de bancos, especialmente Itaú que tinha divulgado balanço na véspera.

Como esperado, o FED decidiu manter a política monetária estabilizada, o que significa juros entre 1,50%/1,75% e taxa de desconto em 2,25%. No comunicado, não houve grandes mudanças, com previsão de crescimento forte risco equilibrado e inflação em 12 meses indo para a meta de 2,0%. Ganhos do trabalho forte investimentos e alta gradual dos juros mantida. Esperando expansão moderada de médio prazo e deu margem para a interpretação de que podem trabalhar com simetria da inflação, podendo andar acima de 2,0% por algum tempo.

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A pesquisa ADP de criação de vagas no setor público mostrou alta de 204.000 postos de trabalho, quando o esperado era 190.000. O ISM da atividade industrial de NY mostrou alta em abril para 64,3 pontos, de previsão em 57,0 pontos. O estoque de petróleo na semana anterior subiu bem mais que o previsto e Donald Trump subiu o tom contra investigação da influência russa nas eleições e ameaça intervir.

Ainda no âmbito internacional, a União Europeia disse que não irá negociar tarifas sob pressão. Mesmo considerando a elevação de estoques de óleo nos EUA, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,07% e com o barril cotado a US$ 67,97. O euro era transacionado em leve queda para US$ 1,199 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,97%. O ouro e a prata em altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na bolsa de Chicago.

No cenário doméstico, o fluxo cambial de abril foi positivo em US$ 13,1 bilhões até 27 de abril (fluxo financeiro de US$ 6,4 bilhões), deixando o fluxo do ano positivo em US$ 15,74 bilhões. O IC-Br das commodities de abril mostrou expansão de 3,99%. Hoje o STF retomou a votação do foro privilegiado. Pesou a interrupção unilateral americana de negociar tarifas com o Brasil, e agora o Brasil espera a divulgação dos termos (tarifas ou cotas) para estudar possíveis ações.

No mercado, os DIs terminaram o dia com juros em alta para os vencimentos mais líquidos e o dólar sofreu forte pressão ao longo de quase todo o dia. O dólar chegou a estar cotado a R$ 3,55 (alto), mas encerrou em alta de 1,36% e cotado a R$ 3,552. Na B3, na sessão de 27 de abril, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 201,2 milhões, deixando o saldo positivo do mês em R$ 4,3 bilhões e com ingresso líquido no ano de R$ 4,4 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta de 0,30% na bolsa de Londres, Paris com +0,16% e Frankfurt com +1,51%. Madri e Milão com altas de respectivamente 1,09% e 1,19%. No mercado americano, o Dow Jones com -0,72% e Nasdaq com -0,42%. Na B3, dia de mercado fraco com perda de 1,82% e índice em 84.547 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC da Fipe de abril e a produção industrial de março pelo IBGE. Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior, dados de produtividade do primeiro trimestre e as encomendas à indústria de março. Teremos indicadores da atividade de serviços de abril.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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