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SAN FRANCISCO, 15 Set (Reuters) – O Facebook
suspendeu temporariamente nesta quinta-feira uma ferramenta que
ajudava anunciantes a identificar pessoas a partir das
informações fornecidas sobre formação e emprego, após um
levantamento indicar que esses dados permitem a segmentação com
base em tópicos ligados ao antissemitismo.
A ProPublica, entidade sem fins lucrativos, informou que a
plataforma de compra de publicidade do Facebook, alimentada com
dados de usuários, permite que os profissionais de marketing
segmentem anúncios para pessoas que publicaram frases como "anti
judeus" em seus perfis na rede social.
Cerca de 2.300 pessoas expressaram interesse em tópicos como
"anti judeus", "como queimar judeus" e "História do 'por que os
judeus arruinam o mundo'", de acordo com a investigação da
ProPublica. O Facebook confirmou o levantamento da organização.
Após usuários escreverem essas frases em seus perfis na rede
social, os tópicos antissemita foram automaticamente para a
plataforma de publicidade do Facebook, como se fossem dados
sobre formação e emprego úteis para as empresas de marketing,
disse a rede social.
"Estamos retirando esses campos até que tenhamos os
procedimentos apropriados que ajudem a evitar esse problema",
declarou a empresa na quinta-feira.
"Dado que o número de pessoas nesses segmentos foi
extremamente baixo, um número muito pequeno de pessoas foi alvo
das campanhas (que se utilizaram desses dados)", disse.
O Facebook e o Google, da Alphabet , dominam o
mercado em rápido crescimento de publicidade digital, em parte
porque permitem que empresas coloquem seus anúncios de maneira
estratégica entre grupos específicos com base em seus enormes
volumes de dados.
O Facebook acumulou 27,6 bilhões de dólares em receita no
ano passado, a grande maioria em publicidade.
(Por David Ingram)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447553))
REUTERS TH AAP


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