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Por David Ingram
SAN FRANCISCO, 22 Jan (Reuters) – O Facebook Inc
alertou na segunda-feira que não pode oferecer nenhuma garantia
de que as mídias sociais são boas para a democracia, mas
ressaltou que está fazendo o possível para impedir a alegada
intromissão da Rússia ou de outros nas eleições.
O compartilhamento de notícias falsas ou enganosas nas
mídias sociais tornou-se um problema global, depois de acusações
de que a Rússia tentou influenciar votos nos Estados Unidos,
Grã-Bretanha e França. Moscou nega as alegações.
O Facebook, a maior rede social com mais de 2 bilhões de
usuários, abordou o papel das redes sociais na democracia em
postagens do professor Cass Sunstein da Universidade de Harvard
e de um funcionário que trabalha no assunto.
"Gostaria de garantir que os aspectos positivos sejam
destinados a superar os negativos, mas não posso", escreveu
Samidh Chakrabarti, gerente de produto do Facebook, em sua
postagem.
O Facebook, acrescentou, tem um "dever moral de entender
como essas tecnologias estão sendo usadas e o que pode ser feito
para tornar as comunidades como o Facebook representativas,
civis e confiáveis quanto possível".
Chakrabarti expressou arrependimento do Facebook sobre as
eleições dos EUA de 2016, quando, segundo a empresa, os agentes
russos criaram 80 mil postagens que chegaram a cerca de 126
milhões de pessoas ao longo de dois anos.
A empresa deveria ter feito melhor, ele escreveu,
acrescentando que o Facebook está compensando o tempo perdido,
desativando contas suspeitas, tornando os anúncios eleitorais
visíveis para além do público-alvo e exigindo que aqueles que
publicam esses anúncios confirmem suas identidades.
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS RBS


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