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Por Angus McDowall

BEIRUTE (Reuters) – O Exército sírio intensificou seu ataque à Ghouta Oriental neste sábado com avanços que um observatório da guerra e a mídia estatal disseram ter dividido o enclave, embora uma autoridade rebelde tenha negado.

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A televisão estatal síria transmitiu a partir da cidade de Mesraba, que fica perto da estrada que liga as metades norte e sul do enclave detido pelos rebeldes, após reportar que o Exército havia tomado-a mais cedo neste sábado.

A captura de Mesraba e os avanços em direção às áreas rurais próximas deixaram importantes estradas diretamente sob o ataque do Exército, disse o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.  

Isso, na verdade, separou as grandes cidades de Harasta e Douma uma da outra e do resto do enclave, acrescentou.

No entanto, Hamza Birqadar, um porta-voz do Jaish al-Islam, um dos dois principais grupos insurgentes  em  Ghouta Oriental, disse que os rebeldes repeliram o ataque à Mesraba e nem Harasta nem Douma foram isoladas.

O ataque incansável, que já dura três semanas, à última grande fortaleza rebelde próxima a Damasco, capturou metade da área e deixou 976 mortos, de acordo com o Observatório, sediado no Reino Unido.

A televisão estatal mostrou uma cortina maciça de fumaça subindo atrás de casas e árvores em Ghouta Oriental, com o som de explosões ao fundo. A transmissão ao vivo disse que a cena filmada em Mesraba mostrava prédios abalados e paredes cheias de marcas de tiros.

O presidente sírio, Bashar al-Assad e a Rússia, sua principal aliada, dizem que a campanha é necessária para acabar com o bombardeio rebelde a Damasco e tentar acabar com o domínio de insurgentes islamitas sobre os civis da região.

A ofensiva segue o padrão de ataques anteriores à fortalezas rebeldes, utilizando poderio aéreo massivo e cercos apertados para forçar os insurgentes a aceitarem acordos para “retiradas”.

Isto envolve os rebeldes desistirem do território em troca de salvo conduto para áreas de oposição no noroeste da Síria, junto com suas famílias e outros civis que não querem voltar ao governo de Assad.

Mais tarde na sexta-feira, um pequeno número de combatentes e suas famílias, da ex-afiliada da al-Qaeda conhecida anteriormente como Frente Nusra deixaram Ghouta Oriental sob tal acordo.

Mas o grupo representa apenas uma pequena porção da presença de insurgentes no enclave e tanto o Jaish al-Islam quanto o Failaq al-Rahman, o outro principal grupo rebelde de Ghouta Oriental, disseram que não vão negociar um acordo similar para si.

Capturar o enclave representaria o maior golpe de Assad contra os rebeldes desde que foram retirados de Aleppo em dezembro de 2016.
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