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Por Amanda Becker e Sarah N. Lynch
WASHINGTON, 16 Abr (Reuters) – O ex-diretor do FBI James
Comey disse em uma entrevista ao canal de televisão ABC News, no
domingo, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um
líder perigoso e "moralmente desqualificado" que está fazendo um
"estrago tremendo" nas normas institucionais.
Comey, demitido por Trump em maio do ano passado, teme que o
presidente possa estar sujeito a uma chantagem da Rússia devido
às alegações de que esteve presente quando prostitutas urinaram
uma na outra durante uma visita a Moscou em 2013.
A demissão de Comey ocorreu quando a Polícia Federal dos EUA
investigava possíveis conexões entre a campanha presidencial de
2016 em Trump e uma suposta interferência russa na eleição.
A Rússia negou tal interferência, e Trump negou qualquer
conluio ou atividade imprópria.
Comey disse na entrevista exclusiva a George Stephanopoulos,
exibida às 22h locais de domingo, que é "possível, mas não sei"
se a Rússia tem provas que sustentem as alegações a respeito da
visita de Trump a Moscou.
Trump disse a Comey que não passou a noite no hotel de
Moscou e que as alegações a respeito das prostitutas não são
verdadeiras.
"Uma pessoa… que fala sobre mulheres e as trata como
pedaços de carne, que mente constantemente sobre questões
pequenas e grandes e insiste que o povo americano creia nisso,
essa pessoa não está apta a ser presidente dos Estados Unidos no
quesito moral. E isso não é um comentário sobre política de
governo", disse Comey.
"Ele é moralmente desqualificado para ser presidente",
acrescentou.
Comey escreveu um livro de revelações, "A Higher Loyalty",
que será lançado na terça-feira.
O lançamento iminente do livro –e a entrevista à ABC–
levou Trump a lançar uma nova série de insultos a Comey mais
cedo no domingo, questionando acusações feitas no livro e
insistindo que jamais pressionou Comey para que fosse leal a
ele.
"O ardiloso James Comey, um homem que sempre acaba mal e
fora de prumo (ele não é esperto!), entrará para a história como
o PIOR diretor do FBI de longe!", escreveu Trump na manhã de
domingo em um de cinco tuítes direcionados a Comey.
A Reuters e outros veículos de mídia obtiveram cópias
adiantadas do livro de Comey, no qual ele diz que Trump pediu
sua lealdade em um encontro particular, uma "conversa bizarra"
de janeiro de 2017 que inspirou o título do livro.
(Reportagem adicional de Richard Cowan)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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