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Por Daniel Ramos
VALLEGRANDE, Bolívia, 9 Out (Reuters) – Milhares de pessoas
se reuniram nesta segunda-feira em uma cidade pequena do sul da
Bolívia na qual o líder da revolução cubana Ernesto "Che"
Guevara foi executado por soldados bolivianos apoiados pela CIA
50 anos atrás.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, um dos últimos líderes
de esquerda em uma região que vem guinando para a direita
política, acampou com um saco de dormir e uma barraca e deu as
boas-vindas a dignitários das aliadas Cuba e Venezuela.
"Cinquenta anos depois, a lenda de Ernesto Che vive nos
jovens, na luta inquestionável por igualdade e libertação",
escreveu Morales no Twitter antes de um discurso programado.
Durante o final de semana, artistas, ativistas, veteranos da
revolução cubana e descendentes de Che se reuniram para
comemorar o herói revolucionário em Vallegrande, onde ele foi
enterrado em um túmulo escondido e sem marcas em 1967. Seus
restos mortais foram transferidos para Cuba 30 anos mais tarde.
O médico nascido na Argentina conheceu Fidel Castro no
México, onde treinaram e compraram armas para se preparar para a
revolução cubana antes de zarpar para a ilha em 25 de novembro
de 1956 e iniciar a insurgência que derrubou o ditador Fulgencio
Batista, apoiado pelos Estados Unidos, dois anos depois.
Che se tornou um dos homens mais importantes da força
rebelde e mais tarde do governo revolucionário de Cuba,
comandando o Banco Central e o Ministério das Indústrias.
Ele esperava reproduzir a revolução no Congo e depois na
Bolívia, mas seu chamado às armas fracassou em grande parte e
ele foi cercado por soldados treinados pelos EUA e pego em uma
ravina perto de La Higuera em 8 de outubro de 1967.
No dia seguinte ele foi levado a Vallegrande, a 60
quilômetros de distância, e o então presidente boliviano, René
Barrientos, ordenou sua execução, evitando um julgamento. Che
tinha 39 anos de idade.
Seus restos foram exumados e reenterrados em Santa Clara,
Cuba, em 1997, quando o comunismo cubano que ele ajudou a
construir lutava para sobreviver na esteira do colapso da União
Soviética.
Cerimônias comemorativas foram realizadas em Santa Clara no
domingo, e o vice-presidente cubano, Ramiro Valdés, se juntou a
Morales na Bolívia nesta segunda-feira.
Che continua sendo um herói anti-imperialista para muitos,
especialmente na América Latina e na África. Em Cuba ele é
lembrado por incentivar o trabalho voluntário sem remuneração
trabalhando sem camisa em canteiros de obras e carregando sacos
de açúcar.
Mas em sua cidade-natal de Rosario, na Argentina, alguns
moradores vêm coletando assinaturas para remover sua estátua, um
protesto contra o que veem como métodos violentos de Che para
promover o comunismo e contra a falta de direitos humanos na
Cuba atual.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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