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LA PAZ, 30 Nov (Reuters) – O presidente da Bolívia, Evo
Morales, disse nesta quinta-feira que a oposição dos Estados
Unidos lhe convenceu a concorrer a um quarto mandato em 2019,
dois dias após a Corte Constitucional abrir caminho ao derrubar
limites de mandatos no país sul-americano.
Seu governo anteriormente desconsiderou críticas de
Washington, que informou estar "profundamente preocupado" com a
decisão de terça-feira do tribunal. Morales então deu um passo
além, dizendo que a reação dos Estados Unidos na verdade lhe
convenceu a concorrer.
"Eu não estava tão determinado; agora eu estou determinado",
disse em evento público na região central boliviana de
Cochabamba. "Eu serei um candidato, irmãs e irmãos, em 2019".
A decisão da corte é final e não pode ser alvo de recurso.
Grupos opostos à reeleição de Morales planejaram um segundo
dia de manifestações nesta quinta-feira. Manifestantes quebraram
janelas e incendiaram móveis no escritório eleitoral na cidade
de Santa Cruz por volta da meia-noite de quarta-feira, antes de
a polícia dispersá-los, segundo imagens da TV.
Morales, no poder desde 2006, havia anteriormente aceitado
os resultados de um referendo em 2016, quando 51 por cento dos
eleitores rejeitaram sua proposta para acabar com limites de
mandatos. Ele posteriormente reverteu a decisão, dizendo que
embora esteja disposto a deixar o cargo, seus apoiadores estavam
impulsionando para que ficasse.
O Departamento de Estado norte-americano questionou esta
posição.
"Duas vezes na década passada o povo boliviano expressou sua
oposição ao conceito de reeleição indefinida para autoridades
eleitas; primeiro em 2009, através de uma votação
esmagadoramente a favor da Constituição atual, e novamente em um
referendo em 2016, quando rejeitou uma iniciativa para reverter
a provisão constitucional que impõe um limite de dois mandatos
sobre o presidente", informou o departamento em comunicado.
(Reportagem de Daniel Ramos e Monica Machicao)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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