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Por Robin Emmott
BRUXELAS, 13 Nov (Reuters) – Madri acredita que grupos
sediados na Rússia usaram redes sociais para defender
enfaticamente o referendo de independência realizado pela
Catalunha no mês passado na tentativa de desestabilizar a
Espanha, disseram ministros espanhóis nesta segunda-feira.
Os titulares da Defesa e das Relações Exteriores disseram
ter indícios de que grupos russos dos setores estatal e privado,
além de grupos da Venezuela, usaram Twitter, Facebook e outros
sites da internet para divulgar maciçamente a causa separatista
e influenciar a opinião pública por trás desta na véspera da
votação de 1o de outubro.
Os líderes separatistas catalães negaram que uma
interferência da Rússia os tenha ajudado na eleição.
"O que sabemos hoje é que muito disto veio do território
russo", disse a ministra da Defesa espanhola, Maria Dolores de
Cospedal, sobre o apoio vindo da Rússia através da Internet.
"Estes são grupos que, pública e privada(mente), estão
tentando influenciar a situação e criar instabilidade na
Europa", disse ela aos repórteres após uma reunião de
chanceleres e ministros da Defesa da União Europeia em Bruxelas.
Indagado se Madri está certa das acusações, o chanceler
espanhol, Alfonso Dastis, também presente ao encontro,
respondeu: "Sim, temos provas".
Dastis disse que a Espanha detectou contas falsas em redes
sociais, metade das quais foram rastreadas na Rússia e outras 30
por cento na Venezuela, criadas para amplificar os benefícios da
causa separatista republicando mensagens e postagens.
Ramon Tremosa, parlamentar do PDeCat, partido do líder
separatista catalão, Carles Puigdemont, na UE, repetiu nesta
segunda-feira que a interferência russa não teve nenhum papel no
referendo.
"Aqueles que dizem que a Rússia está ajudando a Catalunha
são aqueles que ajudaram a frota russa nos últimos anos, apesar
do boicote da UE", tuitou Tremosa em referência a reportagens da
mídia espanhola segundo as quais a Espanha está permitindo que
navios de guerra russos reabasteçam em seus portos.
Aqueles que votaram no referendo optaram na sua maioria pela
independência, mas o comparecimento foi só de cerca de 43 por
cento, já que grande parte dos catalães favoráveis à permanência
da região na Espanha boicotou a consulta.
Dastis afirmou ter abordado o assunto com o Kremlin. Moscou
negou várias vezes qualquer interferência do tipo e acusa o
Ocidente de uma campanha para desacreditar a Rússia.
(Reportagem adicional de Angus Berwick na Espanha)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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