Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Mark Hosenball
LONDRES, 22 Jan (Reuters) – Julian Assange e seus assessores
estão se preparando para tentar usar a decisão do Equador de
conceder a ele status diplomático para forçar o Reino Unido a
declará-lo persona non grata e expulsá-lo, disse uma fonte
próxima a Assange.
A Reuters também descobriu que como parte da contínua
investigação criminal sobre Assange e o WikiLeaks,
investigadores do FBI buscaram recentemente novas informações
sobre contatos de anos atrás entre o WikiLeaks e Chelsea
Manning, ex-soldado do Exército norte-americano que vazou ao
site milhares de documentos confidenciais do governo dos Estados
Unidos.
O Equador anunciou neste mês que concedeu status diplomático
a Assange, que em 2012 se refugiou na embaixada equatoriana em
Londres após tribunais britânicos decidirem que ele deveria ser
extraditado para a Suécia para interrogatórios em uma
investigação sobre abuso sexual.
Autoridades suecas encerraram a investigação de abuso. Mas
autoridades britânicas indicaram que se Assange deixar a
embaixada do Equador, o sueco será preso por violar condições de
fiança, o que pode lhe deixar preso em uma prisão britânica por
até três meses.
Assange e seus advogados afirmam que se ele deixar a
embaixada, autoridades norte-americanas irão então produzir
acusações criminais contra ele e buscar extradição para os
Estados Unidos, que acreditam poder resultar em uma longa
sentença prisional para o fundador do WikiLeaks.
A fonte próxima a Assange disse que sua equipe legal está
atualmente trabalhando em entrar com uma ação na Corte
Internacional de Justiça, em Haia, buscando ter o status
diplomático equatoriano de Assange confirmado sob lei
internacional. O Ministério da Relações Exteriores do Reino
Unido não fez comentários imediatos.
O Ministério das Relações Exteriores do Equador disse que
somente o ministro das Relações Exteriores, que está viajando ao
Chile, é autorizado a comentar sobre o caso de Assange.
(Reportagem de Mark Hosenball, em Londres; Reportagem
adicional de Alexandra Valencia, em Quito)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


Assuntos desta notícia