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QUITO, 16 Abr (Reuters) – O Equador prendeu 43 pessoas
ligadas ao grupo armado ilegal colombiano responsável pelo
sequestro e assassinato de dois jornalistas equatorianos e seu
motorista na fronteira entre os dois países, mas as autoridades
ainda procuram o líder da organização, disse no domingo o chefe
da polícia equatoriana.
O jornalista Javier Ortega, o fotógrafo Paúl Rivas e o
motorista Efraín Segarra, do jornal El Comercio, foram
sequestrados pela Frente Oliver Sinisterra, uma dissidência da
antiga guerrilha das Farc, em 26 de março, e na sexta-feira o
governo equatoriano confirmou suas mortes na divisa conflituosa
entre as nações vizinhas.
"Já são 43 membros desta organização que estão detidos por
suas diferentes atividades dentro da organização e que
facilitavam o apoio logístico", disse o comandante da polícia
equatoriana, Ramiro Mantilla, a repórteres.
"Essas três operações policiais que realizamos afetaram
gravemente a estrutura que tinha o (líder) assim chamado Guacho
em nosso país e principalmente na fronteira norte", acrescentou.
As operações ofensivas sendo realizadas em coordenação com a
Colômbia foram retomadas na sexta-feira com a mobilização de
cerca de 550 agentes equatorianos na zona de Mataje, na
província de Esmeraldas, onde se relataram explosões com
artefatos artesanais contra militares e policiais do Equador.
Mas as autoridades não conseguiram capturar o líder do
grupo, Walter Artízala, de codinome "Guacho", pelo qual o
Equador anunciou uma recompensa de 100 mil dólares, que se somam
aos 148 mil dólares oferecidos por Bogotá por informações que
permitam sua morte ou captura.
"Ativamos nossa unidade de busca da Polícia Nacional, e
trabalharemos com a unidade de busca da polícia colombiana para
encontrar o paradeiro de Guacho", disse Mantilla.
O ministro do Interior, César Navas, disse que também está
se coordenando com as autoridades colombianas e com organismos
internacionais para o resgate dos corpos dos jornalistas
assassinados, mas admitiu que "não se sabe exatamente onde estão
os corpos".
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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