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Por Foo Yun Chee e Paresh Dave
BRUXELAS / SAN FRANCISCO, 12 Abr (Reuters) – A principal
autoridade reguladora antitruste da União Europeia, Margrethe
Vestager, adotou a missão de deter supostos abusos
anticompetitivos de grandes empresas de tecnologia
norte-americanas, ameaçando no mês passado fragmentar o Google,
da Alphabet .
Mas uma decisão no mais importante dos três casos antitruste
contra o Google –este com o objetivo de diminuir seu domínio
sobre os smartphones com sistema operacional Android–
provavelmente mostrará o quão difícil é, mesmo para uma figura
política confiável como Vestager, abalar o poder de gigantes dos
Estados Unidos.
A decisão final, esperada para os próximos meses, deve
envolver uma multa de bilhões de dólares e o fim de cláusulas
nos contratos de licenciamento que impedem os fabricantes de
smartphones de promover alternativas para aplicativos como o
Google Search e o Google Maps, disseram pessoas familiarizadas
com as ideias da Comissão Europeia.
A decisão, que deve seguir rigorosamente as recomendações
feitas em 2016 logo após o início da investigação, quase
certamente deixará o domínio de mercado do Google intacto,
porque os incentivos para manter a empresa são muito fortes,
afirmam executivos da indústria, analistas e até inimigos.
Robert Marcus, ex-membro da equipe de estratégia móvel da
Microsoft e agora sócio-geral da firma de investimentos Quantum
Wave Capital, disse que é "praticamente impossível" que qualquer
penalidade da UE "mude qualquer coisa para o Google."
O caso traz lições para reguladores na Europa e em outros
lugares, à medida que investigam Google, Apple, Facebook e
Amazon em práticas que incluem conduta anticompetitiva, evasão
fiscal e uma abordagem descuidada com os dados de usuários e
discursos de ódio.
Reguladores alemães mostraram que medidas direcionadas podem
forçar mudanças na conduta de uma empresa, como nas companhias
de mídia social para removerem rapidamente o discurso de ódio.
As autoridades fiscais podem fechar brechas e mudar leis para
receber mais dinheiro.
Mas estimular a concorrência em mercados onde os produtos e
serviços são gratuitos é uma tarefa muito mais difícil.
A Comissão não quis comentar o caso. O Google não respondeu
a um pedido de comentário.
(Por Foo Yun Chee e Paresh Dave)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))
REUTERS SI GM


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