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Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO, 23 Nov (Reuters) – O papa Francisco
denunciou nesta quinta-feira o assassinato de mulheres e
crianças inocentes como a "face horrível" da guerra, conforme
celebrava uma missa especial pela paz no Sudão do Sul e na
República Democrática do Congo.
Francisco havia planejado viajar ainda este ano ao Sudão do
Sul, que tem sido atingido por uma guerra civil, fome e uma
crise de refugiados, mas teve que descartar o projeto por razões
de segurança.
Durante a missa, que foi pontuada por cantos africanos em
inglês, francês, italiano e suaíli, Francisco pediu para Deus
"derrubar os muros da hostilidade que hoje dividem irmãos e
irmãs, especialmente no Sudão do Sul e na República Democrática
do Congo".
"Que Ele proteja crianças que sofrem de conflitos pelos
quais não têm culpa, mas que roubam suas infâncias e às vezes
suas vidas", disse em breve sermão.
"O quão hipócrita é negar o assassinato em massa de mulheres
e crianças! Aqui a guerra mostra sua face mais horrível", disse.
A Basílica de São Pedro foi decorada com fotografias de
crianças africanas.
O Sudão do Sul conquistou independência do Sudão em 2011
após prolongado conflito, mas entrou em uma guerra civil no
final de 2013, com tropas leais ao presidente Salva Kiir
enfrentando tropas apoiadoras de Riek Machar, um
ex-vice-presidente demitido por Kiir.
Ambos lados atacaram civis, segundo grupos de direitos
humanos.
"No momento, estamos seguindo para a estação improdutiva, e
até julho de 2018 muitos milhares de pessoas pelo Sudão do Sul
–não só em bolsões isolados no país– estarão morrendo de
fome", disse Jerry Farrell, representante nacional do Sudão do
Sul no Serviço Católico de Auxílio.
"O que é mais trágico é que absolutamente não deveria haver
fome no Sudão do Sul", disse em e-mail, acrescentando que
pessoas de diferentes tribos se casam e trabalham juntas, mas
que o conflito é instigado por políticos.
Na República Democrática do Congo, dezenas de pessoas
morreram em protestos contra a negativa do presidente Joseph
Kabila em renunciar ao final de seu mandato constitucional, em
dezembro do ano passado.
Agitações geradas pela incerteza ao redor de pesquisas de
opinião levantaram temores de que o Congo pode testemunhar uma
repetição da violência que matou milhões por volta da virada do
último século, a maioria de fome e doenças.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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