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16 Abr (Reuters) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
se disse tranquilo e indignado em carta lida pela presidente do
PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), no acampamento em Curitiba
onde militantes permanecem em apoio ao ex-presidente, preso
desde 7 de abril, informou o partido.
Na carta, Lula agradece os simpatizantes que estão acampados
nos arredores da Superintendência da Polícia Federal, onde o
petista cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e
lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, litoral de
São Paulo. Ele também desafia a Lava Jato a provar qualquer
crimes que tenha cometido.
"Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela
resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade.
Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a
pena. Na hora em que ficar definido que quem cometeu crime seja
punido. E que quem não cometeu seja absolvido", escreveu Lula.
"Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o
Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a
provarem o crime que alegam que eu cometi. Continuo acreditando
na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo
inocente fica indignado quando é injustiçado."
Lula foi condenado por, no entendimento do juiz federal
Sérgio Moro e dos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ter recebido o tríplex
como propina paga pela empreiteira OAS em troca de contratos na
Petrobras .
O petista lidera as pesquisas de intenção de voto para a
eleição presidencial de outubro, mas deve ficar impedido de
entrar na disputa por causa da Lei da Ficha Limpa, que torna
inelegíveis condenados por órgãos colegiados da Justiça, caso da
8ª Turma do TRF-4.
Lula, que é réu em outros seis processos criminais, nega ser
dono do tríplex e afirma ser alvo de uma perseguição política
promovida por setores do Judiciário, do Ministério Público, da
Polícia Federal e da imprensa com o objetivo de impedi-lo de ser
candidato.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo
Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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