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Por Sijia Jiang e Sue-Lin Wong
HONG KONG/SHENZHEN, China, 8 Jun (Reuters) – O presidente do
conselho da ZTE pediu desculpas à equipe e
aos clientes nesta sexta-feira após a empresa de tecnologia
chinesa fazer acordo para pagar uma multa de 1 bilhão de dólares
aos Estados Unidos para terminar uma proibição de fornecimento
de componentes que prejudicou seus negócios.
O acordo permite que a segunda maior empresa de equipamentos
de telecomunicações da China retome as operações, reafirme os
relacionamentos de fornecimento e reconstrua confiança com
clientes globais, enquanto trabalha para deixar para trás um
episódio que diz ter ameaçado sua existência.
No entanto, especialistas da indústria estimam que levará
pelo menos um mês para que a ZTE retome as vendas de celulares
após o fim da proibição, enquanto funcionários temem cortes de
postos de trabalho e redução de salário, conforme a empresa
caminha para mudar sua diretoria.
A ZTE concordou na véspera em pagar a multa e trocar a
administração da companhia para retirar a proibição que está em
vigor desde abril. A proibição, que remonta a uma violação de
embargo comercial dos EUA contra o Irã, impediu a compra pela
ZTE de componentes norte-americanos dos quais depende para
fabricar seus smartphones e outros dispositivos.
O caso tornou-se amplamente politizado e foi um foco de
negociações entre Washington e Pequim, que travam uma guerra
comercial.
Em um memorando enviado para a equipe nesta sexta-feira, o
presidente do conselho da ZTE, Yin Yimin, pediu desculpas a
funcionários, clientes, acionistas e parceiros de negócios e
disse que a empresa buscará aprender com seus erros e punir os
responsáveis, disse à Reuters um membro da equipe.
"Esse assunto reflete problemas que existem com a cultura de
compliance da nossa empresa e em patamar de gestão", escreveu
Yin, segundo o funcionário. "A ativação da ordem de negação
causou grandes perdas para a empresa. A empresa pagou um preço
desastroso." A ZTE não respondeu a diversos pedidos de
comentários.
"Pagar a multa não é problema, a dificuldade real está à
frente, em alcançar negócios futuros, especialmente em outros
países. A confiança do mercado está perdida", disse outro
funcionário da ZTE à Reuters.
A fonte acrescentou que a equipe teme que haja corte de
salários e possíveis perdas de emprego. "Os bônus devem ser
afetados."
Sob o acordo, a ZTE vai mudar seu conselho de administração
e gestão dentro de 30 dias, pagar 1 bilhão de dólares em multa e
colocar em uma conta garantia de mais 400 milhões de dólares. O
acordo também inclui uma nova proibição de 10 anos que está
suspensa a menos que ocorram novas violações.
Uma terceira pessoa da equipe disse que todos os
funcionários da ZTE estão sendo chamados para reuniões em grupo
para "refletir profundamente" sobre o caso, incluindo atender a
treinamento de compliance e escrever relatórios.
A mudança na administração também deve criar instabilidade,
pelo menos no curto prazo. "Se muitos chefes saírem ao mesmo
tempo, como seria o processo de sucessão? Vai ter muitas brigas
internas por poder", disse a fonte.
Os funcionários se recusaram a serem identificados devido à
sensibilidade do assunto.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7727))
REUTERS FB AAJ


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