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SÃO PAULO, 13 Set (Reuters) – A Volkswagen Caminhões e
Ônibus espera que o mercado brasileiro de veículos comerciais
mantenha tendência de recuperação até o final deste ano,
caminhando para interromper um ciclo de quatro anos de quedas em
um momento em que a empresa ingressa na base do segmento de
leves com uma nova família de produtos.
A companhia, que disputa a liderança do mercado brasileiro
de caminhões com a Mercedes-Benz , anunciou nesta
quarta-feira lançamento de família de caminhões formada por seis
modelos e que é direcionada para atender um setor responsável
por cerca de 30 por cento das vendas de caminhões no país.
O lançamento é resultado de investimento de 1 bilhão de
reais no projeto iniciado em 2011 e considerado pelo presidente
da companhia na América Latina, Roberto Cortes, como o mais
importante já realizado pelo grupo.
"É difícil fazer negócio em um país com instabilidade
política, mas existe uma crença de que estamos no caminho
certo…A indústria começou o ano com queda de 30 por cento nas
vendas sobre um ano antes, mas começou a melhorar com as vendas
saindo de 155 caminhões e ônibus por dia no país em janeiro para
270 em julho, quase o dobro", disse Cortes.
Segundo ele, mesmo que as vendas não cresçam
significativamente este ano, "em 2018 tudo aponta para que o
rumo seja positivo, com aprovação de reformas e ambiente de
negócios melhor. E, em 2019, teremos recuperação", disse Cortes,
acrescentando que a projeção de investimento da empresa para o
período de 2017 a 2021 é de 1,5 bilhão de reais.
Neste mês, a associação de montadoras, Anfavea, cortou a
estimativa para as vendas de veículos pesados, que incluem
caminhões, em 2017 para uma alta de 3,6 por cento, a 64 mil
unidades. A projeção inicial previa crescimento de 6,4 por
cento.
A indústria de caminhões do Brasil, um termômetro do nível
de investimento na economia do país, teve vendas de 140 mil
veículos em 2014, caindo a 51 mil em 2016. No caso da Volkswagen
Caminhões e Ônibus, a empresa começou este ano trabalhando
apenas um turno durante quatro dias por semana na fábrica em
Resende (RJ), ritmo que em agosto passou a 5 dias por semana e
três sábados por mês, disse Cortes.
O executivo afirmou que a nova família de veículos foi
lançada para atender mudanças nas tendências de entregas de
produtos no país causadas pela forte expansão do comércio
eletrônico e dificuldades próprias de locomoção nos grandes
centros brasileiros.
O modelo mais leve da família, com 3,5 toneladas de peso
bruto total, pode ser conduzido por motoristas com habilitação
para conduzir automóveis e deverá entrar em competição direta
com modelos populares no país de montadoras asiáticas como a
Hyundai .
Segundo Cortes, os novos modelos foram desenvolvidos no
Brasil e Alemanha para atender mercados emergentes, mas o foco
por enquanto é no brasileiro e no latino-americano. A família de
caminhões leves deverá ajudar a empresa a cumprir a meta de
dobrar a participação de suas exportações no total de vendas de
15 para 30 por cento nos próximos dois a três anos, disse o
executivo.
Ele acrescentou que os modelos "serviriam para a Ásia, mas é
uma questão de se fazer a conta de retorno…É um projeto para
países emergentes."

(Por Alberto Alerigi Jr., edição Gabriela Mello)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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