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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Howard Schneider
DAYTON, EUA, 14 Fev (Reuters) – Quando a reunião de política
monetária do Federal Reserve terminou no mês passado, os índices
acionários dos Estados Unidos estavam próximos de máximas
recordes, a volatilidade no mercado quase não existia e as
autoridades falavam sobre a calma que dava boas-vindas ao novo
chair do banco central norte-americano, Jerome Powell.
Agora, o sucessor de Janet Yellen pode enfrentar um teste
logo de cara, com o Fed avaliando o significado da recente queda
no mercado e o salto nos rendimentos dos títulos de longo prazo,
além do risco de que as políticas sobre gastos e impostos da
administração do presidente Donald Trump possam acender o pavio
de uma inesperada inflação mais forte.
As visões de Powell ficarão mais claras quando ele falar
separadamente a parlamentares da Câmara dos Deputados e do
Senado durante a semana de 28 fevereiro, e quando der sua
primeira entrevista à imprensa como chefe do Fed após a reunião
de política monetária de 20 e 21 de março.
Os investidores projetam que o banco central norte-americano
elevará a taxa de juros na reunião de março.
Novos dados de inflação nos EUA a serem divulgados nesta
quarta-feira podem também indicar se o ritmo de altas dos preços
está acelerando, o que será boa notícia para um banco central
que encontra dificuldades para atingir a meta de inflação de 2
por cento.
Por sua vez, a turbulência no mercado este mês "vai
preocupá-los e provocar inquietação considerável", disse o
economista do UBS, Seth Carpenter, em um estudo que questiona se
Powell vai adiar a alta dos juros para estabilizar os mercados
financeiros.
Não é provável, disse Carpenter, mas acrescentou que a onda
de vendas deixou o Fed com o dilema de determinar se a súbita
agitação do mercado é mais importante para a política monetária
do que os cortes tributários aprovados recentemente ou o
esperado aumento no déficit do governo dos EUA.
Na semana passada, o Congresso norte-americano aprovou e
Trump sancionou um acordo de gastos temporário que deve elevar o
déficit orçamentário pra além de 1 trilhão de dólares anualmente
com novos gastos domésticos e militares.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO PD


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