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SÃO PAULO, 23 Nov (Reuters) – A rede de móveis e
eletrodomésticos Via Varejo inicia nesta
quinta-feira a operação de um formato de loja física que ocupa
menos área, mas que pode trazer à companhia mais rentabilidade
na forma de economia de custos e mais vendas, afirmaram
executivos da empresa controlada pelo GPA .
A empresa iniciará por Canoas (RS) a abertura de lojas
"smart", formato que ocupa uma área cerca de 30 por cento menor
em relação à média atual de espaço de 900 a 1.100 metros
quadrados de uma loja tradicional Via Varejo, disse o diretor
executivo de lojas físicas, Paulo Naliato. A redução do tamanho
da loja é permitida por conta do menor mostruário físico de
produtos, que passa a ser em parte exibido por meio de terminais
conectados à Internet.
A intenção da Via Varejo é abrir 10 novas lojas neste ano no
conceito smart e converter 250 das cerca de mil lojas para esse
formato também até o fim de 2017. O plano é levar o formato para
todas as lojas da Via Varejo no país nos próximos meses, que
devem receber a infraestrutura necessária para isso até o final
de 2018, afirmou o executivo.
"Com este conceito, podemos entrar em mercados onde até
agora não estamos presentes", disse Naliato. O diretor de modelo
de vendas da Via Varejo, Marcelo Nogueira, citou como exemplo
Porto Feliz (SP), que terá abertura de loja smart da empresa em
dezembro. Além de novas regiões, o formato permite à rede se
adensar onde já está presente, afirmou Naliato, citando como
exemplo o bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista.
Os executivos evitaram precisar números, mas afirmaram que o
novo formato não deve gerar impacto relevante de canibalização
de lojas existentes. "Algum nível de canibalização pode existir.
Mas vamos tomar participação de mercado de concorrentes, o
mercado pode até não crescer, mas com esta estratégia podemos
avançar sobre participação de concorrentes", disse Nogueira.
O concorrente Magazine Luiza , frequentemente
citado como referência em comércio eletrônico no Brasil, lançou
em 1992 um formato de loja sem exposição física de produtos como
televisores e refrigeradores, mas os executivos da Via Varejo
afirmam que não se trata de adotar o modelo do rival.
"É diferente, temos a exposição física de produtos e um
aporte de tecnologias para tornar a venda mais eficiente…
Queremos que a loja seja dinâmica, que atualize sua exposição de
produtos mais rapidamente para atrair o interesse dos clientes",
disse Nogueira.
Segundo ele, a tecnologia empregada nas lojas, que usará até
mapas de calor de movimentação de clientes nas lojas, permitirá
redução de funcionários para uma média de 14, ante 20 numa loja
tradicional. Além disso, a companhia espera poder concluir com
as novas lojas a venda de produtos abandonados pelos clientes
nos carrinhos do comércio eletrônico da Via Varejo.
Isto porque o aplicativo da companhia usado pelo cliente
para iniciar uma compra pelo celular, por exemplo, vai se
conectar com o sistema da loja smart. "Teremos que investir
muito menos tempo com o cliente para sabermos no que ele está
interessado. O diálogo entre vendedor e cliente não vai começar
do zero", disse Naliato.
Questionado sobre o destino que a Via Varejo dará para o
espaço liberado nas lojas da rede por conta da adoção do modelo
smart, Naliato afirmou que a companhia poderá optar em algumas
lojas por reduzir o espaço físico do ponto de venda e em outras
poderá incluir novas categorias de produtos.
O plano para o novo formato de loja acontece em meio aos
esforços da Via Varejo para fomentar a modalidade de compra em
que o cliente compra o produto pela Internet, mas opta por
retirá-lo na loja física que estiver mais próxima, algo que pode
produzir uma redução no custo de logística da ordem de 20 por
cento.
Segundo Naliato, a Via Varejo pretende abrir 70 lojas no
Brasil em 2018, todas no formato smart. "Vemos oportunidades
importantes no interior de São Paulo, no Nordeste e no Sul do
país", afirmou o executivo.
O início de abertura de lojas no novo formato acontece na
semana da Black Friday, evento que ocorre nesta sexta-feira e
que se firmou no varejo físico e eletrônico nacional prometendo
descontos em produtos e serviços. Naliato afirmou que a Via
Varejo tem uma expectativa positiva para a Black Friday deste
ano, diante de sinais de que as vendas ficarão dentro do
esperado pela companhia.
"Há sinais macroeconômicos melhores neste ano. Podem ser
ainda pequenos em termos de nível de emprego, mas mostram
apetite de compra melhor dos consumidores do que no ano
passado", disse Naliato, sem dar detalhes.
Segundo um dos idealizadores do evento no Brasil, o portal
Busca Descontos, em 2017 a Black Friday deve movimentar cerca de
2,2 bilhões de reais, crescimento de 19 por cento sobre mesmo
período de 2016, quando teve expansão de 17 por cento.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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