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CARACAS, 14 Abr (Reuters) – O presidente venezuelano,
Nicolas Maduro, decretou poderes extras para seu czar do
petróleo, Manuel Quevedo, para tentar conter as perdas na
produção de petróleo da Venezuela, atingida pelo menor nível
desde os anos 1950.
Lutando contra uma profunda recessão econômica, políticas
socialistas fracassadas, inadimplência e sanções financeiras dos
EUA, a produção de petróleo da Venezuela caiu para 1,586 milhão
de barris por dia em fevereiro, segundo a Opep.
O decreto de Maduro, visto pela Reuters, dá a Quevedo, um
major-general, poderes para "criar, anular ou modificar" acordos
envolvendo a empresa estatal de energia PDVSA e suas
subsidiárias. O ministro do Petróleo também é chefe da PDVSA.
Não ficou claro de imediato o que isso pode significar para
as joint ventures da PDVSA. Mas Quevedo se encontrou na noite de
sexta-feira com alguns parceiros estrangeiros, incluindo
representantes da Total , da Statoil , da
Chevron , da Rosneft e da China National
Petroleum Corp (CNPC).
Em um comunicado, a PDVSA disse que a nova medida
possibilitaria uma reorganização das operações e minimização da
burocracia.
"Vamos trabalhar com a PDVSA para implementar as medidas e
aumentar a produção", disse Pavel Kamenets, representante da
Rosneft, segundo o comunicado da PDVSA.
O decreto cria um "regime especial" no setor até o dia 31 de
dezembro, com a possibilidade de extensão de um ano.
"O ministro do Petróleo poderá … estabelecer normas e
procedimentos contratuais especiais para produtos, bens e
serviços", afirmou.
Uma cláusula ordenou que todo o pessoal especializado, em
missões nacionais ou internacionais, retornasse aos locais de
trabalho originais.
O líder socialista Maduro prometeu uma grande limpeza contra
a corrupção para limpar a indústria do petróleo de "máfias".
Pelo menos 70 executivos foram detidos nos últimos meses,
criando pânico entre os funcionários da PDVSA, privando a
indústria de boa parte de suas decisões de alta qualidade na
empresa que supervisiona as maiores reservas de petróleo do
mundo, informaram fontes internas.
A oposição classifica a investigação como uma disputa de
poder dentro do governo, observando que a indústria está sob
forte controle do Partido Socialista desde o início do governo
de 14 anos do ex-presidente Hugo Chávez.
(Reportagem de Deisy Buitrago)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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