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SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters) – As vendas e os lançamentos de
imóveis devem aumentar em 2018, mas o ritmo de crescimento
dependerá da disponibilidade de crédito, disseram nesta
quarta-feira representantes do setor imobiliário durante mesa
redonda no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), sem
fornecer estimativas.
"A expectativa para 2018 obviamente é boa porque muitas
reformas aconteceram, esperamos agora a da Previdência, mas por
ser um ano eleitoral dúvidas vão aparecer e o grande desafio
será o crédito imobiliário", afirmou o presidente da Federação
Internacional Imobiliária (Fiabci-Brasil), Rodrigo Luna.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário
e Poupança (Abecip) projeta alta de 15 por cento no
financiamento imobiliário via poupança em 2018, com o crédito
para compra de imóveis devendo crescer em ritmo mais acelerado
do que o financiamento para construção de unidades.
"O total de financiamentos vai depender da política de
governo e das decisões do conselho curador do FGTS", alertou o
presidente da Abecip, Gilberto de Abreu.

2017
Neste ano, os lançamentos de imóveis devem ficar 10 por
cento acima do nível observado em 2016, enquanto as vendas devem
ter crescimento ainda maior na mesma comparação, estimou o
presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.
O presidente da Fiabci disse, contudo, que o crescimento
deve ser menor que o patamar de 15 por cento inicialmente
projetado para 2017. "O mercado trabalhava com um crescimento
maior, mas a política afetou a confiabilidade dos negócios",
disse Luna, ressaltando o impacto causado pelas denúncias contra
o presidente Michel Temer no comportamento de empresários e
compradores de imóveis.
Na avaliação de Luna, o setor imobiliário deve encerrar 2017
com alta de 5 por cento nos lançamentos e de 10 por cento nas
vendas em relação a 2016.
Tanto Luna quanto Amary veem chance de um novo ciclo de alta
nos preços dos imóveis, já que os estoques estão diminuindo
conforme as vendas crescem mais que os lançamentos.
"Os preços já pararam de cair e começou um movimento e
ajuste… Quem comprou hoje provavelmente comprou no piso",
disse o presidente da Fiabci.

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(Por Gabriela Mello; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))


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