Clicky

MetaTrader 728×90

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 13 Nov (Reuters) – O volume de
derivados de petróleo vendido pela Petrobras no
mercado interno somou 1,886 milhão de barris ao dia no terceiro
trimestre, queda de 5,2 por cento na comparação com a média do
mesmo período do ano passado, com a empresa enfrentando a
concorrência do produto importado pelos concorrentes.
As vendas de diesel (combustível mais vendido no país) da
Petrobras caíram 10 por cento, para 672 mil barris ao dia,
enquanto as de gasolina recuaram para 450 mil barris/dia, ante
459 mil no mesmo trimestre de 2016.
Uma das explicações dadas por executivos da companhia,
durante comentários dos resultados financeiros divulgados nesta
segunda-feira, foi a perda de mercado de combustíveis, com a
empresa ainda lidando para calibrar sua política de preços
diante de uma concorrência forte, com rivais realizando elevadas
importações em um mercado ainda em recuperação da crise
econômica.
"Nós perdemos mercado porque vivemos uma nova realidade que
é positiva para o país, mas isso tem impacto no nosso resultado,
que é o aumento das importações", disse a jornalistas o
presidente da Petrobras, Pedro Parente.
As importações de derivados e petróleo pela Petrobras
somaram 336 mil barris ao dia, ante 341 mil no segundo trimestre
e 352 mil no mesmo período do ano passado. Desse total, as
importações de petróleo responderam por 136 mil barris no
terceiro trimestre.
A Petrobras não comentou sobre as importações dos
concorrentes.
"Estamos atentos a isso, a esse tema, e vamos tomar as
iniciativas necessárias para recuperar esse 'market share', mas
sem dúvida isso tem impacto no nosso resultado. Mas não podemos
dizer que somos monopolistas", adicionou.
Ao ser questionado como a empresa poderia recuperar fatias
de mercado que foram perdidas, Parente afirmou que a empresa
enfrenta uma nova realidade "que não conhecia, que é a de
existir competição".
"Isso temos enfrentar com garra", avaliou.
Na média do ano, de toda a oferta de gasolina no país, a
Petrobras respondeu por 76 por cento, mas no terceiro trimestre
o índice foi de 73 por cento, disseram executivos a jornalistas.
A redução ocorreu justamente após o ajuste fino feito na
política de preços em julho deste ano.
A companhia instituiu a sua política de preços de
combustíveis em outubro do ano passado, com ajustes pelo menos
uma vez por mês, o que não foi suficiente para lidar com os
concorrentes.
Assim, desde meados deste ano, as alterações no preços
passaram a ocorrer quase que diariamente.
Mesmo com a perda de mercado, a política de preços pode ser
considerada bem-sucedida, de acordo com o CEO da empresa.
"Se essa política não estivesse da forma como está, poderia
haver um estímulo ainda maior de importações…", frisou
Parente, acrescentando que a mudança recente evitou uma perda
maior de mercado.
O executivo atribuiu ao governo, devido ao aumento de
tributos (PIS/Cofins), a alta nos preços dos derivados
mensuradas nos últimos meses no mercado interno.
Segundo Parente, de meados de outubro de 2016 a outubro
deste ano, a variação no preço da gasolina por conta dos ajustes
feitos pela petroleira foi da ordem de 1,4 por cento, enquanto
que o impacto dos tributos foi de 21,1 por cento.
No caso do diesel, o aumento a ser atribuído a Petrobras é
de 4,1 por cento enquanto a alta atribuída aos tributos chega a
14,6 por cento.
"A grande variação de preços no período tem a ver com
tributos."

(Por Rodrigo Viga Gaier, Roberto Samora e Marta Nogueira)
(([email protected] 5511 5644 7751 Reuters
Messaging: [email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation