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SÃO PAULO, 10 Out (Reuters) – Carros abastecidos com etanol
podem ter rendimento levemente superior ao que é divulgado na
etiquetagem veicular, segundo um estudo divulgado nesta
terça-feira pelo Instituto Mauá de Tecnologia, com apoio da
União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Tendo por base veículos populares de diferentes categorias,
o estudo avaliou que a eficiência energética do álcool em
relação à gasolina comum (que contém 27 por cento de etanol
anidro) varia de 70,7 a 75,4 por cento.
Em contrapartida, as performances apontadas pelo Programa
Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) para os mesmo modelos
oscilam de 66,7 a 72,1 por cento.
Segundo o chefe da Divisão de Motores e Veículos do
Instituto Mauá de Tecnologia, Renato Romio, alguns fatores que
podem influenciar a eficiência energética dos automóveis incluem
a evolução técnica dos motores flex, percurso do veículo, a
forma de dirigir e o teor de etanol na gasolina.
"Vale lembrar que o PBEV utiliza como padrão a gasolina com
22 por cento de etanol anidro. Esse é mais um ponto que reforça
a diferença que pode haver na autonomia dos veículos em vias
públicas", acrescentou.
O etanol é conhecido por ter uma eficiência energética de 70
por cento da gasolina, e por isso se torna competitivo ante o
derivado de petróleo quando seu preço está abaixo desse
percentual.
"A maioria dos motoristas faz a conta considerando o preço
somente na hora do abastecimento, quando na verdade também
deveria avaliar a autonomia do veículo com os dois tipos de
combustíveis. Essa relação pode ser diferente de 70 por cento",
comentou, tendo por base os resultados da pesquisa.

(Por Lais Martins; Edição de José Roberto Gomes)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))

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