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IPATINGA, Minas Gerais, 17 Abr (Reuters) – O
presidente-executivo da Usiminas, Sergio Leite, afirmou nesta
terça-feira que a companhia vê espaço para elevar preços de aços
vendidos a distribuidores do país em junho, ecoando comentários
feitos pela rival CSN no final do mês passado.
"O mercado está bastante concorrente. Os preços hoje estão
equilibrados para não perdemos espaço no mercado interno para
importações", disse Leite a jornalistas durante evento para
marcar a reativação do alto forno 1 da companhia na usina em
Ipatinga (MG).
"Temos, sim, espaço para aumentar os preços em junho. Temos
condição de fazer na distribuição e temos intenção de fazê-lo",
disse Leite, sem comentar o nível de reajuste que a empresa
poderá anunciar em meados do ano.
Segundo o executivo, a redução da projeção para o Produto
Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018 no boletim Focus do Banco
Central é "um sinal de alerta", uma vez que o ritmo de
crescimento da economia "já está muito aquém das necessidades".
Leite afirmou que com a reativação do alto forno de
Ipatinga, que estava parado desde 2015, a companhia pretende
direcionar sua produção adicional de laminados a quente e a frio
para o mercado brasileiro, podendo ainda reduzir a compra de
placas de terceiros usadas atualmente pela laminação da Usiminas
em Cubatão (SP).
Questionado sobre se a companhia poderá reduzir ainda mais o
nível de atividade da usina paulista, que em 2016 deixou de
produzir aço bruto diante da queda na demanda brasileira por
aço, Leite comentou que a Usiminas não pretende produzir placas
em Ipatinga para serem laminadas fora da usina mineira.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição Raquel Stenzel)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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