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Por Philip Blenkinsop
BRUXELAS, 21 Nov (Reuters) – Uma disputa entre a União
Europeia, a Argentina e o Brasil sobre carne bovina pode
estender as negociações para um acordo comercial entre o bloco
europeu e o Mercosul para além do prazo no final do ano e levar
a mais anos de atraso.
As negociações intermitentes entre a UE e o Mercosul,
formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, já duram 17
anos.
Mas não está claro se o prazo para estabelecer um acordo
sobre como cada mercado se abrirá ao outro até o fim de 2017
será atingido.
As conversas foram suspensas uma vez em 2004 e as
autoridades dizem que perder a atual janela de oportunidade
política pode levar a mais atrasos.
A mais recente rodada de conversas entre os negociadores,
que aconteceu entre 6 e 10 de novembro em Brasília, nem mesmo
tratou do acesso ao mercado, o principal ponto do acordo de
comércio.
A carne bovina é o ponto mais problemático. Os países do
Mercosul querem que seus produtores vendam mais carne na Europa
para compensar um aumento nas importações industriais. Os países
agrícolas da UE, como Irlanda e França, se preocupam com a
possibilidade de perdas para seus produtores.
Ambos os lados dizem que gostariam de um acordo assinado
durante a reunião da Organização Mundial do Comércio em Buenos
Aires, entre 10 e 13 de dezembro.
"Nós queremos este acordo", disse o vice-presidente da
Comissão Europeia, Jyrki Katainen, na última segunda-feira, após
ter visitado os presidentes de Argentina e Brasil durante as
negociações na semana anterior.
Uma autoridade do Mercosul disse que há uma chance de 50 por
cento de cumprir o prazo. Mas ele acrescentou: "Ainda há muitas
ameaças que podem tirar as negociações dos trilhos… Não é
apenas a questão do conteúdo, mas também do momento".
O Brasil terá eleições ano que vem e não conseguir chegar a
um acordo antes do início da campanha eleitoral pode fazer com
que seja difícil concluí-lo.
"Ainda há trabalho a ser feito… Há uma janela de
oportunidade que não vai muito além do Ano Novo", disse a chefe
de comércio da UE, Cecilia Malmstrom, após uma reunião de
ministros do Comércio da UE em Bruxelas mais cedo este mês.
(Por Philip Blenkinsop; reportagem adicional por Anthony
Boadle e Roberto Samora)
((Tradução Redação São Paulo 56447764))
REUTERS NS RBS


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