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Por Philip Blenkinsop
BRUXELAS, 1 Mai (Reuters) – O braço executivo da União
Europeia exigiu nesta terça-feira uma isenção permanente das
tarifas de importação de aço e alumínio impostas pelos Estados
Unidos, dizendo que a decisão do presidente norte-americano,
Donald Trump, de não adotá-las por ora prolonga a incerteza do
mercado.
Na segunda-feira a Casa Branca anunciou que Trump prorrogou
uma suspensão temporária das tarifas para UE, Canadá e México
até 1º de junho, poucas horas antes de elas entrarem em vigor.
Ele também chegou a acordos para isenções permanentes para
Argentina, Austrália e Brasil, segundo a Casa Branca.
Nesta terça-feira Trump tuitou a respeito do comércio: "…
tudo será feito. Grande potencial para os EUA!"
A Comissão Europeia, que coordena a política comercial dos
28 países da UE, reconheceu a decisão de Trump, mas disse que o
bloco deveria ser isento permanentemente das tarifas, já que não
é a causa da capacidade excessiva na produção de aço e alumínio.
"A decisão dos EUA prolonga a incerteza do mercado, o que já
está afetando as decisões empresariais", alegou a Comissão.
Trump invocou uma lei comercial de 1962 para criar proteções
para os produtores norte-americanos de aço e alumínio, alegando
razões de segurança nacional, em meio a uma fartura dos dois
metais em todo o mundo que se atribui sobretudo ao excesso da
produção na China.
A Alemanha, cujo superávit comercial rendeu críticas de
Trump, disse esperar uma isenção permanente.
"Estou firmemente convencido de que, no interesse dos
empregos na Alemanha, na Europa e nos EUA, precisamos de uma
cláusula de longo prazo e que elevar tarifas é o caminho
errado", disse o ministro da Economia alemão, Peter Altmaier,
pedindo mais conversas com Washington.
"Precisamos de menos, não mais tarifas no comércio global".
A França disse concordar que existe um excesso da produção
nas indústrias de aço e alumínio, mas que a UE não tem culpa e
devia ser isentada permanente das tarifas para que a questão da
superprodução possa ser tratada em conversas.
"Estamos prontos para trabalhar com os EUA e outros
parceiros para lidar com estas questões, e para desenvolver
soluções rápidas e apropriadas", disseram os ministros das
Finanças e Relações Exteriores franceses.
A federação empresarial francesa BusinessEurope qualificou a
prorrogação da isenção como positiva, mas disse que as empresas
precisam de previsibilidade.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7727))
REUTERS FB


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