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Por Steve Holland
WASHINGTON, 12 Jan (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, irá estender o alívio de sanções concedido
ao Irã sob o acordo nuclear de 2015 com os EUA e outras
potências mundiais, deixando o acordo intacto por ora, de acordo
com uma pessoa familiar à decisão.
No entanto, Trump, que prometeu acabar com o acordo, deve
dar ao Congresso dos EUA e a aliados europeus um prazo para
melhorá-lo, disse a fonte. Sem melhorias, Trump irá renovar sua
ameaça de se retirar do acordo.
Trump tem prazo até esta sexta-feira para decidir se
suspende ou não o alívio das sanções. Uma decisão de retirar o
alívio colocaria efetivamente um fim ao acordo que limita o
programa nuclear iraniano.
A Casa Branca deve anunciar a decisão do presidente nesta
sexta-feira.
Embora Trump tenha aprovado manter o alívio de sanções, ele
também decidiu impor novas medidas restritivas sobre o Irã,
disse a fonte.
Duas autoridades sêniores do governo Trump disseram à
Reuters na quarta-feira que o presidente, um republicano, havia
expressado confidencialmente relutância em seguir o conselho de
assessores que recomendavam não reimpor as sanções suspensas.
Trump argumentou que seu antecessor, o democrata Barack
Obama, negociou um acordo ruim para os Estados Unidos ao aceitar
o acordo nuclear.
Saudado por Obama como essencial para impedir o Irã de
produzir uma bomba nuclear, o acordo suspendeu sanções
econômicas em troca de Teerã limitar suas ambições nucleares. O
acordo também foi assinado por China, França, Rússia, Reino
Unido, Alemanha e União Europeia.
Trump havia sofrido intensa pressão de aliados europeus para
emitir a suspensão de sanções.
O Irã diz que seu programa nuclear é somente para propósitos
pacíficos. O país informou que irá se ater ao acordo enquanto os
outros signatários respeitarem o pacto, mas que irá "descartar"
o acordo caso Washington saia.
O Congresso dos EUA exige que o presidente decida
periodicamente certificar, ou não, o cumprimento do Irã com o
acordo e emita um ato para permitir que sanções norte-americanas
continuem suspensas.
Trump escolheu em outubro não certificar cumprimento e
alertou que poderia por fim acabar com o acordo. Ele acusou o
Irã de "não viver o espírito" do acordo, mesmo que a Agência
Internacional de Energia Atômica diga que Teerã está cumprindo.
(Reportagem de Steve Holland)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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