Clicky

MetaTrader 728×90

Por Steve Holland e Manolo Serapio Jr
MANILA, 14 Nov (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, não compareceu à sessão plenária da Associação de
Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês) em Manila
nesta terça-feira por causa de atrasos na programação, mas disse
que sua turnê à região foi um sucesso.
Trump partiu das Filipinas de volta para casa após um almoço
com os outros líderes, já que as reuniões estavam ocorrendo com
cerca de duas horas de atraso.
Ele disse a repórteres a bordo do Air Force One, o avião
presidencial, que leu seu discurso preparado durante o almoço ao
invés de apresentá-lo na reunião da cúpula. O secretário de
Estado norte-americano, Rex Tillerson, compareceria à sessão
plenária em seu lugar, disse uma autoridade de alto escalão da
Casa Branca.
Trump afirmou que sua excursão resultou em ao menos 300
bilhões de dólares, possivelmente o triplo deste valor, em
acordos sendo acertados, mas não deu detalhes.
"Explicamos que os Estados Unidos estão abertos para o
comércio, mas que queremos um comércio recíproco, justo para os
Estados Unidos", disse.
O comércio e a preocupação com o possível protecionismo da
agenda "América Primeiro" de Trump vieram à tona durante sua
visita à região, que incluiu paradas no Japão, Coreia do Sul,
China e Vietnã e terminou nas Filipinas.
Mais cedo nesta terça-feira, o primeiro-ministro do Canadá,
Justin Trudeau, abordou o sofrimento dos refugiados rohingyas e
as execuções extrajudiciais filipinas na cúpula, questões de
direitos humanos delicadas que foram evitadas por quase todos os
outros.
Trump não pressionou o presidente Rodrigo Duterte, nos
bastidores da reunião de cúpula de segunda-feira, sobre a
sangrenta guerra às drogas nas Filipinas.
Um comunicado conjunto emitido após a reunião informou que
os dois lados "ressaltaram que os direitos humanos e a dignidade
da vida humana são essenciais, e concordaram em continuar
destacando a agenda dos direitos humanos em seus programas
nacionais".
Mas Trudeau disse que, durante a conversa com Duterte,
"mencionou os direitos humanos, o Estado de Direito e
especificamente as execuções extrajudiciais como sendo temaa que
preocupam o Canadá".
Mais de 3.900 traficantes e usuários morreram na guerra às
drogas declarada por Duterte quando tomou posse no ano passado.
Seu governo afirma que a polícia age em legítima defesa, mas
críticos denunciam execuções sem prestações de conta.
(Reportagem adicional de Karen Lema, Martin Petty, James
Pomfret e Enrico dela Cruz)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 56447719))
REUTERS RBS


Assuntos desta notícia

Join the Conversation