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WASHINGTON/LONDRES, 13 Jun (Reuters) – O presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, e o Irã trocaram farpas sobre os
preços do petróleo nesta quarta-feira, com Trump culpando a Opep
pela alta dos preços da commodity e Teerã acusando-o de
estimular a volatilidade depois de ter saído do acordo global de
armas nucleares no mês passado.
Trump começou o mais recente toma-lá-da-cá quando reiterou
seu ataque à Opep em um tuíte que dizia que os preços do
petróleo estavam muito altos e o cartel estava "de volta."
Os preços do petróleo subiram cerca de 60 por cento no
último ano depois que a Organização dos Países Exportadores de
Petróleo e alguns produtores não-membros, incluindo a Rússia,
começaram a reduzir a oferta em 2017. O cartel se encontrará em
22 e 23 de junho em Viena, e deve começar a aumentar a produção,
talvez antes da validade dos limites no fim do ano.
O governador iraniano da Opep, Hossein Kazempour Ardebili,
contra-atacou Trump em declaração à Reuters. "Você não pode
instituir sanções em dois membros-fundadores da Opep e ainda
assim culpar a Opep pela volatilidade dos preços", ele disse, se
referindo ao próprio país e à Venezuela. "Isso são negócios, Sr.
Presidente, nós achávamos que você sabia disso."
O acordo de oferta de petróleo continuará até o fim de
2018, mas os planos para a sua continuação são incertos. O
cálculo mudou depois de Trump ter anunciado em maio que
Washington estava se retirando do acordo de 2015 que restringia
o programa nuclear do Irã.
A decisão dos EUA tem pressionado clientes europeus e
asiáticos a parar de importar petróleo do Irã ou negociar com o
país. A Arábia Saudita, rival do Irã e maior produtor da Opep, e
a Rússia, maior produtor do mundo e integrante do acordo, já
aumentaram a oferta. A Arábia Saudita apoiou a decisão de Trump
de sair do acordo nuclear com o Irã.
(Por Susan Heavey, Doina Chiacu e Alex Lawler; Reportagem
adicional por Jessica Resnick-Ault)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7721))
REUTERS IM JRG


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