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Por Steve Holland e Karen Lema
MANILA, 12 Nov (Reuters) – O presidente norte-americano,
Donald Trump, desembarcou neste domingo nas Filipinas para uma
cúpula de nações do Sudeste e Leste Asiático, horas após se
oferecer para mediar as disputas envolvendo o Mar do Sul da
China, motivo de prolongadas tensões na região.
Será a parte final de uma viagem de Trump pela Ásia que,
apesar de sua política "América primeiro", pode tranquilizar
alguns de que seu governo segue comprometido com uma região que
Pequim vê como seu domínio estratégico.
No Vietnã mais cedo neste domingo, o presidente
norte-americano disse que estava preparado para mediar a disputa
em relação ao Mar do Sul da China, envolvendo quatro países do
Sudeste Asiático e Taiwan, que contestam as reivindicações
chinesas de controle sobre a área.
Mas o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, anfitrião
de uma cúpula de dois dias que reunirá as nações do Sudeste e
Leste Asiático, afirmou que seria melhor não tocar nessa questão
espinhosa. Todos os envolvidos na disputa estarão presentes no
evento, com exceção de Taiwan.
"Temos que ser amigos, os outros cabeças quentes gostariam
que confrontássemos a China e o resto do mundo sobre tantas
questões", afirmou Duterte em uma conferência de negócios antes
da cúpula em Manila.
"É melhor deixar o Mar do Sul da China intacto, ninguém pode
se dar ao luxo de ir à guerra. Não pode suportar um confronto
violento", acrescentou o presidente filipino.
Os Estados Unidos e sua ex-colônia, as Filipinas, têm sido
aliados estratégicos desde a Segunda Guerra Mundial. Trump deve
tentar durante a cúpula fortalecer essas relações, que ficaram
estremecidas pelo notório sentimento anti-Estados Unidos de
Duterte e seu entusiasmo por relações melhores com Rússia e
China.
(Reportagem adicional de Neil Jerome Morales, Enrico dela
Cruz e Manolo Serapio)
((Edição Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM


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