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Por Kate Kelland
LONDRES, 23 Nov (Reuters) – As pessoas que bebem de três a
quatro xícaras de café por dia têm mais probabilidade de ver
benefícios do que problemas de saúde, correndo menos risco de
morte prematura e de sofrer doenças cardíacas do que aquelas que
se abstêm, disseram cientistas.
A pesquisa publicada na quarta-feira, que compilou indícios
de mais de 200 estudos anteriores, também revelou que o consumo
de café está ligado a um risco menor de diabetes, doenças
hepáticas, demência e alguns tipos de câncer.
Beber de três a quatro xícaras por dia é a quantidade mais
benéfica, afirmaram os cientistas, exceto para gestantes ou
mulheres que têm risco mais elevado de sofrer fraturas.
O café é uma das bebidas mais consumidas do mundo, e para
entender melhor seus efeitos sobre a saúde, o especialista em
saúde pública Robin Poole, da Universidade de Southampton, no
Reino Unido, liderou uma equipe de pesquisa de uma "análise
agregada" de 201 estudos com base em pesquisas empíricas e 17
estudos baseados em testes clínicos em todos os países e
situações.
As "análises agregadas" sintetizam análises coletadas
anteriormente para oferecer um sumário mais claro de pesquisas
variadas sobre um tópico em particular.
"Beber café parece seguro dentro dos padrões comuns de
consumo", concluiu a equipe de Pool em sua pesquisa, publicada
no periódico científico britânico BMJ na quarta-feira.
O consumo de café foi ligado de maneira constante a um risco
menor de morte por todas as causas e por doenças cardíacas. A
maior redução de risco relativo de morte prematura foi vista em
pessoas que bebem três xícaras por dia quando comparadas com
pessoas que não ingerem a bebida.
Beber mais de três xícaras por dia não foi ligado a nenhum
dano, mas os efeitos benéficos se mostraram menos pronunciados.
O café também foi associado a um risco menor de vários tipos
de câncer, como os de próstata, endométrio, pele e fígado, além
de diabetes tipo 2, pedras nos rins e gota, disseram os
pesquisadores. O maior benefício foi para problemas hepáticos,
como cirrose.
A equipe de Poole observou que, como sua análise incluiu
sobretudo dados empíricos, não se pode extrair nenhuma conclusão
firme sobre causa e efeito, mas disse que suas descobertas dão
apoio a outras análises e estudos recentes sobre o consumo de
café.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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