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SÃO PAULO, 12 Jun (Reuters) – O braço de comercialização da
petroleira Shell, empresas de commodities e bancos
internacionais receberam autorização do órgão de defesa da
concorrência brasileiro para a criação de uma joint venture que
visa desenvolver um sistema digital para a oferta de
financiamentos para o setor baseado na tecnologia conhecida como
"blockchain".
Segundo despacho do Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade) no Diário Oficial da União desta segunda-feira,
o negócio foi aprovado sem restrições e envolve a Shell Trading
e os bancos e empresas do setor ABN Amro, ING Bank, Societe
Generale, BNP Paribas, CA Indosuez, Citibank, Macquarie,
Rabobank, Natixis, a trading Mercuria e a certificadora SGS.
Cada um deles terá uma participação minoritária de 7,7 por
cento na joint venture, que irá desenvolver uma plataforma de
financiamento aberta (Open Financing Platform – OFP) para servir
como interface entre instituições financeiras que oferecem
soluções de financiamento para comercialização de commodities de
um lado e, de outro, plataformas de comercialização ou traders.
A sede da joint venture será em Genebra, na Suíça, e segundo
as empresas a operação representa uma oportunidade para que os
agentes do mercado de financiamento avancem para um sistema
digital e seguro que possa conectá-los aos clientes do setor de
commodities.
"A JV também será uma interface eficiente entre plataformas
internacionais de comercialização de commodities, traders e
instituições financeiras para permitir que clientes tenham
acesso a serviços financeiros e expertise", explicaram as
empresas ao Cade.
A plataforma será baseada na tecnologia "blockchain", a
mesma que certifica transações com criptomoedas, podendo ainda
utilizar outras tecnologias para proporcionar "um balcão único
digital de soluções de financiamento de commodities", segundo o
órgão antitruste.
Nos documentos enviados ao Cade, as empresas disseram que as
soluções serão oferecidas em nível mundial, incluindo para
operadores no Brasil, e não haverá qualquer relação de
exclusividade entre as instituições financeiras envolvidas e a
joint venture.

(Por Luciano Costa; edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
– Twitter: @AnaliseEnergia))

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