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O Tesouro Direto encerrou o ano de 2017 com recordes tanto no total de investidores cadastrados (1,83 milhão) quanto no de investidores ativos (565.758). Em 2017, foram cadastrados, em média, 58 mil novos investidores por mês, maior ritmo desde o início do programa. O número de investidores que efetivamente possuem aplicações também teve crescimento historicamente elevado: foram em média 13.663 novos ativos por mês, atrás apenas da marca de 13.998 registrada em 2016. O levantamento foi apresentado esta tarde pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O estoque do programa fechou o ano no máximo histórico de R$ 48,5 bilhões, um aumento de 0,76% em relação ao mês anterior (R$ 48,1 bilhões) e de 18,12% sobre dezembro de 2016 (R$ 41,05 bilhões).

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Os resgates líquidos diminuíram para R$ 42,22 milhões em dezembro, ante R$ 125,02 milhões em novembro. No acumulado do ano, no entanto, as aplicações no programa superaram os resgates em R$ 2,88 bilhões.

Durante o mês de dezembro foram realizadas 180.170 operações de investimento em títulos do Tesouro Direto, totalizando R$ 1,10 bilhão. Com isso, em 2017, os investimentos no programa bateram recordes tanto em número de operações (2,17 milhões, média de 181 mil por mês) quanto em valor (R$ 19,438 bilhões, média de R$1,61 bilhão por mês). Dessas operações, 81,9% foram investimentos em valores até R$ 5 mil e 56,8% até R$ 1 mil. Em 2017, as participações dessas faixas de aplicação atingiram os maiores patamares desde o início da série histórica. Em média, ao longo do ano, 75,9% dos investimentos foram em valores até R$ 5 mil e 50,6% até R$ 1 mil. Esses dados refletem o maior acesso dos pequenos poupadores ao Programa.

A participação feminina entre os investidores cadastrados também atingiu recorde: cresceu de 24,11%, em dezembro de 2016, para 27,51% em dezembro de 2017.

Em dezembro, os títulos mais demandados pelos investidores foram os indexados à taxa Selic (Tesouro Selic), correspondendo a 42,6% do volume total de investimentos. Em seguida, os títulos indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) somaram participação de 36,9% e os prefixados Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), 20,5%.

Quanto ao prazo, 18,9% dos investimentos realizados no mês foram em títulos com vencimentos acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo de 5 a 10 anos representaram 77,4% e as com prazo de 1 a 5 anos, 3,7% do total.

Composição do estoque

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, 60,1%. Na sequência aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 23,1% e os títulos prefixados, com 16,8%.

A maior parte do estoque, 40,9%, é em títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 37,0% e os com vencimento acima de 10 anos, a 18,1% do total. Cerca de 4,0% dos títulos vencem em até 1 ano.


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