Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Walter Bianchi
MAR DEL PLATA, Argentina, 21 Nov (Reuters) – As autoridades
investigavam luzes de navegação no Atlântico Sul nesta
terça-feira, à medida que aumentava a urgência na busca de um
submarino desaparecido da Marinha argentina, em meio a
preocupação de que seus 44 tripulantes poderiam ficar sem
oxigênio.
As equipes de busca encontraram uma jangada vazia flutuando
no oceano, e notaram luzes brancas à distância. Mas a marca da
balsa sugeriu que não pertencia à ARA San Juan, que estava
equipada apenas com luzes de navegação vermelhas para
emergências e verdes para outras situações, disse uma autoridade
da Marinha.
Ainda assim, os barcos que procuram o submarino estavam se
dirigindo para as luzes de navegação para investigar ainda mais,
disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi. O submarino estava
em rota de Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo, até sua base
em Mar del Plata e a cerca de 480 km da costa quando concedeu
sua última localização na quarta-feira, logo após denunciar um
mau funcionamento elétrico.
Se o navio construído pela Alemanha tivesse afundado ou, de
outra forma, não conseguisse subir à superfície desde que enviou
seu último sinal, seu suprimento de oxigênio se encerraria em
sete dias.
"Assumindo o pior, que estava subaquático e não podia fazer
snorkel – o que significa renovar o ar e o oxigênio – e não
poderia subir sozinho para a superfície, estaríamos no sexto dia
de oxigênio", disse Balbi a jornalistas nesta terça-feira.
Mais de uma dúzia de barcos e aviões de Argentina, Estados
Unidos, Reino Unido, Chile e Brasil juntaram-se à busca pelo
submarino. As autoridades estavam principalmente fazendo buscas
aéreas, uma vez que tempestades interromperam a caçada marítima.
O clima estava começando a melhorar na tarde desta
terça-feira, enquanto as velocidades do vento diminuíam e as
ondas que subiram até 8 metros durante o fim de semana também
ficavam menores.
As equipes sofreram decepções nos últimos dias, uma vez que
a análise de sinais de satélite e sons detectados por sondas
subaquáticas – inicialmente pensados como mensagens da
tripulação – não eram do navio.
"Hoje é um dia chave", disse María Victoria Morales, mãe do
tripulante Luis García, um eletricista, no balneário argentino
de Mar del Plata, onde está a base naval rumo à qual o submarino
se dirigia depois de partir de Ushuaia.
"Sabemos que são profissionais de primeira, estamos
esperançosos", acrescentou ela na base, onde espera junto com as
demais famílias.
A Marinha dos Estados Unidos estava se preparando na
terça-feira para implantar equipamentos de resgate, incluindo um
veículo de controle remoto.
(Reportagem adicional de Maximilian Heath, Juliana Castilla
e Nicolás Misculin em Buenos Aires)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR ES


Assuntos desta notícia