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SÃO PAULO, 29 Jan (Reuters) – As ações preferenciais da
estatal mineira de energia Cemig acumulavam alta ao
redor de 15 por cento nos últimos três pregões, em meio a um
otimismo com as perspectivas para o setor e com expectativas do
mercado por mudanças políticas em Minas Gerais após a condenação
do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância
na semana passada, disseram operadores à Reuters.

– Nesta segunda-feira, às 17:10, as ações preferenciais da
Cemig operavam em alta de 1,62 por cento, a 7,55 reais, após
subirem 4,58 por cento no melhor momento da sessão. Na
sexta-feira, o papel disparou 10 por cento. Na quarta-feira,
subiu cerca de 3 por cento.

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– "A Cemig é um dos papéis mais baratos do setor elétrico",
disse à Reuters o analista da corretora Lopes Filho, Alexandre
Montes, que tem recomendação de compra para as ações da
companhia mineira.

– O analista da Eleven Financial, Carlos Herrera, ressaltou
que a Cemig é uma das maiores empresas do setor, o que a coloca
como um ativo estratégico para investidores estrangeiros. Além
disso, ele defendeu que a tese de investimento na empresa ganhou
força após Lula ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da
4ª Região.

– "Se você tem um Lula mais fraco, um PT mais fraco, isso
repercute positivamente no caso da Cemig, porque você tem chance
de uma melhora (na gestão da companhia) em um eventual novo
governo com viés pró-mercado (em Minas Gerais)", afirmou.

– Na quarta-feira passada, a Eleven Financial já havia
publicado relatório com recomendação de compra para as ações PN
da Cemig, com preço justo de 12 reais para o papel.

– Na ocasião, a análise de Herrera destacou que um cenário
de preço justo de 12 reais para as ações da Cemig considera para
a unidade de distribuição de energia do grupo, uma das maiores
do país, um múltiplo entre valor do negócio e base de ativos
regulatórios (EV/RAB) de 0,75 vezes, contra 2 vezes esperado
para privatizações de distribuidoras da Eletrobras. A elétrica
AES Sul foi vendida em 2016 por um múltiplo de 1,5 vezes.

– "A Cemig está sendo avaliada a um múltiplo muito
descontado, mesmo sendo estratégica…e tem todo um cenário
positivo para o setor", afirmou ele à Reuters.

– Para um gestor de recursos, o enfraquecimento de Pimentel
evidenciou os potenciais de ganho na Cemig, que já tem passado
por uma reestruturação que incluiu uma rolagem de dívidas e um
aumento de capital.

– "A Cemig vem prometendo há mais de dois anos
desinvestimentos de ativos e até hoje não realizou. Justamente
por isso o potencial de reprecificação é muito forte. O mercado
não acredita no Pimentel e muito menos na gestão da Cemig
nomeada por ele", adicionou o gestor, que falou sob a condição
de anonimato.

(Por Luciano Costa; Edição Paula Arend Laier)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
– Twitter: @AnaliseEnergia))


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