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As vendas internas de cimento no mês de fevereiro de 2018 totalizaram 3,9 milhões de
toneladas, que representam uma queda de 0,8% em relação a fevereiro de 2017, segundo
dados levantados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). No bimestre
janeiro-fevereiro as vendas atingiram 8,2 milhões e acumularam queda de 0,4%.

Nos últimos 12 meses, as vendas acumuladas atingiram 53,7 milhões de toneladas. Este número significa uma redução de 5,0% em comparação com os 12 meses anteriores (mar 2016 a fev 2017).

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Na comparação por dia útil – melhor indicador da indústria por considerar o número de dias trabalhados, que tem forte influência no consumo de cimento – as vendas do produto em fevereiro apresentaram aumento de 7,3% em relação a janeiro e queda de 0,8% sobre
fevereiro de 2017.

O consumo aparente de cimento (vendas no mercado interno + importações) totalizou 3,9
milhões de toneladas em fevereiro, com retração de 1,0% em relação ao mesmo mês do
ano anterior.

Na comparação do acumulado nos últimos 12 meses (mar 2017 a fev 2018), a queda no
consumo aparente atingiu 4,9% sobre igual período anterior (mar 2016 a fev 2017).

Perspectiva para 2018

Segundo o Presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, os resultados do mês passado (fevereiro) foram influenciados pelas chuvas ocorridas em diversas regiões do país, porém estão em linha com as expectativas de recuperação de demanda em 2018: “O desempenho de fevereiro poderia ter sido melhor se não fosse o clima. Observamos nos últimos meses uma desaceleração no ritmo da queda.
Neste primeiro trimestre, o consumo ainda deve apresentar resultados negativos, mas no
segundo trimestre devemos ver os primeiros números positivos desde 2014”.

Paulo Camillo apontou alguns fatores que estão levando a um cenário mais otimista para a indústria do cimento em 2018: “A atividade da construção civil foi a que mais sofreu com a prolongada recessão, entretanto alguns de seus indicadores começam a apresentar sinais de recuperação. Acreditamos que o consumo de cimento fique entre 1% e 2% em 2018, porém, mesmo com esse crescimento, a capacidade ociosa da indústria permanecerá num nível elevado, próximo a 45%”.


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