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Pesquisa realizada pelo instituto IBOPE Repucom a pedido da Motion Picture Association – América Latina (MPA-AL) mostra que os dez sites de pirataria de filmes mais acessados por brasileiros arrecadaram pelo menos R$ 17 milhões com publicidade entre agosto de 2015 e agosto de 2016.

A pesquisa leva em conta apenas os anúncios feitos em sites de pirataria audiovisual por meio de redes de publicidade online.

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Na prática atual, agências de publicidade contratam redes nacionais e internacionais de propaganda online para introduzir anúncios de seus clientes em websites e aplicativos, que incluem no portfólio os sites ilegais.

Os sites piratas são interessantes para estes intermediários de publicidade pelo altíssimo volume de acessos e, consequentemente, pelos muitos cliques que geram para o anunciante. Os dez maiores sites ilegais do Brasil receberam 135,3 milhões visitas mensais em 2016, segundo o IBOPE Repucom.

“É necessário que o mercado de publicidade online seja saneado e deixe de financiar a atividade ilícita no país. Isso deve ser feito por meio da adoção de critérios não econômicos de escolha dos espaços para veiculação de anúncios. A busca indiscriminada por mais cliques acaba expondo anunciantes à associação de sua marca a atividades ilegais, como a pirataria”, diz Ygor Valério, vice-presidente Jurídico e de Proteção de Conteúdos da MPA-AL.

Em outubro de 2015, o deputado federal Sandro Alex, subrelator da CPI dos Crimes Cibernéticos da Câmara dos Deputados, revelou caso em que anúncio do governo brasileiro aparecia inadvertidamente em sites de pirataria de conteúdo. Depois da revelação do parlamentar, a Presidência da República alterou as normas de uso de redes de propaganda online.

O IBOPE Repucom levou em conta o cost per thounsand (CPT) de cada banner das páginas piratas. O CPT é a métrica utilizada para avaliar o retorno para o site daquele banner que expõe. É com base nos cliques de um anúncio que uma página é remunerada pelos anunciantes.


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