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O IBGE mostrou que no primeiro trimestre de 2018, a taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial) subiu para 24,7%, o que representa 27,7 milhões de pessoas. Essa é a maior taxa de subutilização na série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior da série histórica.

Regiões Sul e Centro-Oeste têm maior nível da ocupação

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O indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar (nível da ocupação) foi estimado em 53,6% no primeiro trimestre de 2018, o que representa uma redução de 0,9 p.p. em relação ao último trimestre de 2017 (54,5%) e uma expansão de 0,5 p.p. na comparação com o primeiro trimestre do ano passado (53,1%).

As regiões Sul (58,6%) e Centro-Oeste (58,3%) apresentaram os maiores percentuais de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, enquanto o Nordeste apresentou o menor nível da ocupação (45,9%). Em relação ao último trimestre de 2017, houve redução desse indicador em todas as grandes regiões. Já frente ao primeiro trimestre de 2017, apenas a região Sul registrou retração; nas demais regiões, houve expansão. Os maiores níveis de ocupação foram nos grupos etários de 25 a 39 anos (72,3%) e 40 a 59 (67,1%).

Percentual de trabalhadores por conta própria é maior no Norte e Nordeste

A população ocupada, no primeiro trimestre de 2018, estimada em 90,6 milhões de pessoas, era composta por 67,4% de empregados, 4,8% de empregadores, 25,3% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares.

Nas Regiões Norte (32,4%) e Nordeste (29,0%) o percentual de pessoas que trabalharam por conta própria era superior ao observado nas demais regiões. Em contrapartida, na categoria dos empregados foi constatado que as Regiões Sudeste (70,5%) e Centro-Oeste (70,1%) apresentaram participação maior destes trabalhadores.

Entre a  população desocupada, no primeiro trimestre de 2018, as mulheres eram maioria (50,9%). Em quase todas as regiões, o percentual de mulheres na população desocupada era superior ao de homens, a exceção foi a Região Nordeste (47,3%). Na Região Centro-Oeste, o percentual das mulheres foi o maior, elas representavam 52,8% das pessoas desocupadas.

A taxa de desocupação total do Brasil para o primeiro trimestre de 2018 foi de 13,1%, mas com diferenças significativas para homens (11,6%) e mulheres (15,0%). Esse comportamento foi observado nas cinco Grandes Regiões. As mulheres também se mantiveram como a maior parte da população fora da força de trabalho, tanto no país (65,2%) quanto em todas as análises regionais.

Taxas de desocupação dos pretos (16,0%) e dos pardos (15,1%) superam a dos brancos (10,5%)

O contingente dos desocupados no Brasil, no 1º trimestre de 2012 era de 7,6 milhões de pessoas, quando os pardos representavam 48,9% dessa população, com brancos (40,2%) e pretos (10,2%) a seguir. No 1º trimestre de 2018, esse contingente subiu para 13,7 milhões de pessoas e a participação dos pardos passou a ser de 52,6%; a dos brancos se reduziu para 35,2% e dos pretos subiu para 11,6%.

A taxa de desocupação, no primeiro trimestre de 2018, dos que se declararam brancos (10,5%) ficou abaixo da média nacional (13,1%), enquanto a dos pretos (16,0%) e a dos pardos (15,1%) ficou acima. No 1º trimestre de 2012, quando a taxa média foi estimada em 7,9%, a dos pretos correspondia a 9,7%; a dos pardos a 9,1%, e a dos brancos era 6,6%.

No 1º trimestre de 2018, os pardos representavam 48,1% da população fora da força, seguidos pelos brancos (42,5%) e pelos pretos (8,4%).


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