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O IBGE mostrou nesta quarta-feira que a massa do rendimento mensal real domiciliar per capita foi de R$ 255,1 bilhões. Os 10% com menores rendimentos da população detinham 0,8% dessa massa, enquanto os 10% com maiores rendimentos possuíam 43,4%.

Entre os 205,5 milhões de pessoas residentes no país, 60,5% (124,4 milhões) possuíam algum tipo de rendimento. Desses, 42,4% (87,1 milhões) tinham rendimentos do trabalho e 24,0% (49,3 milhões) recebiam rendimentos de outras fontes.

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Já o rendimento médio mensal de todas as fontes, que agrega a renda oriunda de todos os trabalhos e de outras fontes da população, foi de R$ 2.053. O Sudeste apresentou os maiores valores (R$ 2.461), enquanto os menores foram no Norte (R$ 1.468) e no Nordeste (R$ 1.352).

O 1% dos trabalhadores com os maiores rendimentos recebia R$ 27.085, em média, ou 36,3 vezes mais do que a metade com os menores rendimentos de trabalho (R$ 747).

Do rendimento médio mensal domiciliar per capita, 74,8% provêm do trabalho e 25,2% vêm de outras fontes: aposentadoria e pensão (18,7%); outros rendimentos (3,2%); aluguel e arrendamento (2,2%); e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (1,1%).

O índice de Gini, que varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima), do rendimento mensal real domiciliar per capita foi de 0,549. Entre as grandes regiões, o menor índice foi no Sul (0,473) e o maior, no Nordeste (0,555).

Sudeste concentra mais da metade da massa salarial do país

A massa de rendimento efetivo mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas era
R$ 191,0 bilhões, com um rendimento médio de R$ 2.149. O Sudeste concentrou 53,0% da massa total, seguido pelo Sul (17,0%), Nordeste (15,6%), Centro-Oeste (8,9%) e Norte (5,5%).

O rendimento médio mensal real foi de R$ 2.149, com os maiores valores no Sudeste (R$ 2.536), Centro-Oeste (R$ 2.432) e Sul (R$ 2.300), e os menores no Norte (R$ 1.567) e Nordeste (R$ 1.427).

Sul tem o maior rendimento médio entre os 50% com menor renda

Entre a população ocupada, considerando-se o rendimento efetivo do trabalho, o 1% dos trabalhadores com os maiores rendimentos recebe, em média, R$ 27.085, o que é 36,3 vezes mais do que recebe a metade com os menores rendimentos: R$ 747.

Nordeste é a região com maior desigualdade nos rendimentos

O índice de Gini, que varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima), do rendimento mensal real domiciliar per capita foi de 0,549. Entre as grandes regiões, o índice foi de 0,473 no Sul; 0,523 no Centro-Oeste; 0,535 no Sudeste; 0,539 no Norte; e 0,555 no Nordeste.

Rendimento das mulheres é 22,9% menor que o dos homens

Em 2016, o mercado de trabalho brasileiro era composto por 88,9 milhões de pessoas ocupadas com 14 anos ou mais de idade. Apesar de as mulheres representarem mais da metade da população em idade de trabalhar, os homens preencheram 57,5% dos postos de trabalho.

Entre a população ocupada, o rendimento médio mensal real foi de R$ 2.149. As mulheres receberam, em média, R$ 1.836, o equivalente a 22,9% menos do que os homens (R$ 2.380). O Sudeste teve a maior média de rendimento para homens (R$ 2.897) e mulheres (R$ 2.078), porém teve a maior desigualdade, com as mulheres ganhando 28,3% menos do que os homens. O Norte (R$ 1.567) e o Nordeste (R$ 1.427), que têm os menores rendimentos médios, tiveram a menor desigualdade salarial, com as mulheres ganhando, respectivamente, 10,8% e 11,6%, menos do que os homens.

Trabalhadores com ensino superior ganham três vezes mais do que aqueles com apenas o ensino médio

Considerando-se a escolaridade da população ocupada, os trabalhadores com ensino superior completo tinham rendimento médio mensal de R$ 5.189, cerca de três vezes mais do que aqueles com somente o ensino médio completo (R$ 1.716), e cerca de seis vezes acima daqueles sem instrução (R$ 884).

O rendimento médio dos trabalhadores sem instrução (R$ 884) era 36,67% menor que o daqueles com ensino fundamental completo (R$ 1.395).


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