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Valor será destinado para obras de infraestrutura até 2020, a fim de aumentar produção de lavouras e criação de gado principalmente na região norte da Austrália. Além disso, facilidades para compra de áreas, exportação mais lucrativa e aumento no comércio com o mercado asiático devido à sua expansão populacional, são atrativos para o investidor brasileiro.

Os Estados de Queensland, Western Australia and Northern Territory representam quase 40% do território australiano e apresentam 17 milhões de hectares de solo agricultável. Com 80% da população concentrada em regiões litorâneas, o interior é quase despovoado e com terras de sobra para criação de gado e cultivo de lavouras. Para atrair investidores estrangeiros para essas regiões, o Governo australiano está investindo até 2020, US$3,7 bilhões em infraestrutura como construção de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias para facilitar as exportações.

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Com características muito similares, o Brasil é um dos principais focos da Austrália que oferece uma estrutura de apoio para quem quiser cultivar lavouras ou manter rebanhos no país oferecendo incentivos como facilidades de negócio com fundos de investimento e compra de territórios liberada. “Quando investem na Austrália, os produtores e criadores brasileiros ganham em conhecimentos tecnológicos, aumentam a escala de comercialização de seus produtos e têm maior margem de lucro nas exportações”, explica o Cônsul Geral da Austrália no Brasil, Greg Wallis. Dona da 13ª maior economia global, a Austrália apresenta uma economia sólida e saudável, com 26 anos de crescimento contínuo e é uma das poucas regiões no mundo com terras disponíveis para plantio, cultivo e criação.

”O país possui acordos de livre comércio com quase todas as nações da Ásia e do Pacífico, apresentando-se como grande vantagem para investidores estrangeiros. A Austrália exporta para nações como Japão e Estados Unidos com valor agregado que chegam a valer quase o dobro do que produtos vendidos pelo Brasil”, destaca Greg Wallis. Em 2015, exportações de carne bovina renderam US$3,6 bilhões à Austrália. No período, a tonelada no Brasil custava US$4 mil, na Austrália valia US$9 mil. Já a China tem sido principal destino da produção agrícola, com negócios de US$6,4 bilhões por ano, em média, sendo o grande atrativo a logística. Os produtos importados da Austrália chegam em seis horas, enquanto que uma carga brasileira demora dias.

“O crescimento populacional da Ásia também é outra vantagem para os negócios, já que com isso cresce o interesse asiático por alimentos seguros, saudáveis e de alta qualidade e ingredientes prontos para varejo, um dos pontos fortes da Austrália”, conclui o Cônsul.

Só nos últimos 10 anos, o investimento estrangeiro na Austrália cresceu mais de 190% tendo como principal foco o agronegócio, com destaque para as áreas de pecuária, laticínios, grãos, horticultura e aquicultura.


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