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O mercado de crédito para a compra de veículos novos continua a dar sinais positivos em 2017. Os bancos de montadoras e independentes concederam R$ 8,2 bilhões em financiamentos, segundo melhor resultado do ano, ficando abaixo apenas do volume registrado em março, que foi de R$ 8,3 bilhões. Na comparação com o mês anterior, a alta foi de 23% e, em doze meses, de 31,3%. O maior montante, de R$ 7,2 bilhões, foi destinado às pessoas físicas, enquanto os R$ 963 milhões, para as pessoas jurídicas.

Segundo os dados divulgados no último boletim da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), nos cinco primeiros meses deste ano, o total de recursos liberados para financiamentos foi de R$ 36,9 bilhões, aumento de 19,9% na comparação com o mesmo período de 2016. Para as pessoas físicas foram concedidos R$ 33 bilhões (crescimento de 19,9% em doze meses) e para as jurídicas, R$ 3,9 bilhões (alta de 21,1% em um ano).

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Na avaliação do presidente da entidade, Gilson Carvalho, o crescimento no mercado de crédito automotivo ainda é tímido, mas a tendência é de retomada até o final do ano. “As sucessivas quedas na taxa de juros deixam o consumidor um pouco mais confiante na hora de fechar a compra de um bem de maior valor agregado. Mas, por outro lado, a taxa de desemprego ainda continua alta, o que faz com que as pessoas mantenham cautela na hora de pedir crédito. O mesmo acontece com os bancos, que continuam rigorosos na avaliação do perfil do comprador do veículo antes de conceder um empréstimo”, avalia.

Inadimplência

A taxa de inadimplência para as pessoas físicas, considerando as operações de financiamento com atraso há mais de 90 dias, continua estável desde março e manteve-se em 4,5% no quinto mês deste ano – em doze meses, a queda é de 0,2 ponto percentual. Já para as pessoas jurídicas, o índice foi de 4,2%, queda de 0,1 ponto percentual na comparação com abril, e de 1,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2016.

Na carteira de leasing, o índice de não pagadores para pessoas físicas é de 3,5% (queda de 0,1 ponto percentual em relação a abril e de 1,0 ponto percentual em doze meses). Entre as pessoas jurídicas, a taxa é de 4,2% – diminuição de 0,6 pontos percentuais na comparação com o mês anterior e de 0,5 ponto percentual em um ano.

Taxa de juros

As taxas praticadas pelos bancos ligados às montadoras continuam mais atraentes na comparação com as adotadas pelas instituições independentes. Em maio, as entidades associadas à ANEF cobraram juros de 20,98% ao ano e 1,6% ao mês, enquanto os independentes trabalharam com índices de 24,3% e 1,83%, respectivamente. O prazo médio das concessões é de 42 meses – em maio do ano passado foi de 41,3 meses. O prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.

Leasing

Em maio, as operações de leasing registraram o melhor resultado desde março de 2016. No quinto mês deste ano, o sistema financeiro de crédito liberou R$ 226 milhões, alta de 48,7% em relação a abril, e 52,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. As pessoas jurídicas respondem pelo maior volume de empréstimo, com R$ 197 milhões (aumento de 53,9% no mês, e de 85,8 em relação ao mesmo mês de 2016). Para as pessoas físicas foram liberados R$ 29 milhões (alta de 20,8% no mês, mas queda de 30,9% em doze meses).

No acumulado do ano, no entanto, a curva é descendente. Até agora, foram liberados R$ 748 milhões, queda de 23% em doze meses. As empresas receberam empréstimos de R$ 614 milhões (alta de 4,4% em doze meses), enquanto as pessoas físicas, R$ 134 milhões (recuo de 65,1% em um ano).

Saldo das carteiras

O saldo das carteiras se manteve estável, atingindo os R$ 161,3 bilhões, mesmo volume registrado em abril, mas 5,9% inferior a maio de 2016. Os financiamentos corresponderam a R$ 157,3 bilhões e o leasing pelos R$ 4 bilhões restantes (redução de 5,4% e 23,1% em doze meses, respectivamente).

O saldo de crédito para aquisição de veículos para pessoas físicas e jurídicas corresponde a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto). No mesmo período do ano passado, esse indicador era de 2,8%, recuo de 0,3 ponto percentual. O volume representa 5,3% do total do crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) e 10,7% do total das operações de crédito – Recursos Livres.


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