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Depois de uma primeira quinzena com aumento médio de 2,4% em junho, as vendas do varejo paulistano encerram o mês com alta média de 1,2% em comparação ao mesmo período de 2016. O resultado está no Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
“Como reforço para o comércio em junho, tivemos o Dia dos Namorados, a chegada do frio e o crescimento da massa salarial. Além disso, o uso dos recursos do FGTS inativo pelos consumidores foi fundamental para salvar o mês”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Em junho, as vendas a prazo e à vista apresentaram altas de 1% e 1,4%, respectivamente.

Semestre

O balanço registra também que nos primeiros seis meses de 2017, o comércio viu suas vendas caírem em média 2,7% sobre o primeiro semestre de 2016; os recuos foram de 3,1% e de 2,3% nos sistemas a prazo e à vista, respectivamente. Já no ano passado, as vendas despencaram 11% no semestre.
“A leitura é que a recessão perde força, mas não está superada. Os juros precisam cair mais para que as perdas sejam neutralizadas e o setor volte a crescer”, pontua o presidente da ACSP.

Junho X maio

Sobre o mês anterior, as vendas em junho subiram em média 0,8% (sendo 1,2% a prazo e 0,4% à vista), mesmo com um dia útil a menos. O desempenho se deve às festas juninas ao longo do mês, ao Dia dos Namorados e à Parada Gay, que trouxe turistas de fora da cidade e do País.

Para julho

Para a ACSP, o desempenho do comércio deve seguir estável. “A boa notícia é que, depois de dois anos experimentando quedas, não há motivos para o cenário piorar no próximo mês”, analisa Burti. Além disso, o frio deve ajudar nas vendas da moda outono-inverno. Para ele, “a recessão pode ter ficado para trás, porém o ambiente político precisa melhorar para a retomada da confiança do consumidor”..


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